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Terceira temporada de “Modern Family” não foi perfeita, mas manteve sua dignidade cômica

Sempre haverá discussões a cerca da perenidade dramatúrgica que se opõe entre a comédia e o drama. Eu sempre me posiciono na polêmica por acreditar ser mais difícil conseguir estender o êxito na comédia. E em séries de TV, que sobrevivem com, em média, seus mais de 20 episódios por temporada, essa certeza só aumenta.

Modern Family vem conseguindo manter suas qualidades em suas três temporadas, com alguns poucos vacilos ao londo dos episódios. Particularmente nessa última, que teve um meio bem mediano (para o ruim), foi resgatando o viço nos últimos episódios, deixando até um gostinho de “quero mais” e surpresa no último episódio.

O roteiro da série está se esforçando para ampliar a dimensão de seus personagens para além do arquétipo cômico que lhes conferem alguma personalidade. O casal gay (grande destaque do programa pelo desempenho perfeito dos atores Jesse Tyler Ferguson e Eric Stonestreet) ganhou novo impulso com as desventuras de uma filha asiática cada vez mais desenvolvida e iconoclasta (uma atriz mirim bem carismática!); Gloria (Sofia Vergara) é ainda o grande destaque cômico, rendendo cenas memoráveis com seu Jay (Ed O’Neill); assim como toda a família de Claire (Julie Bowen) e Phil (Ty Burrell, este o melhor ator/comediante da TV hoje), que vai praticamente, costurando a história e, creio, dê muito trabalho para seus roteiristas.

Ainda que dependa da  dinâmica corrente do humor em sua estrutura seriada, e isso nem sempre corresponda a pretensão de seu gênero, Modern Family vai se consolidando como uma das séries de humor mais engraçadas da TV nos últimos anos. Seja pela capacidade impressionante de seu elenco extrair  comicidade de qualquer situação ( as gags geralmente são inteligentes e fogem do humor fácil, como acontece muito nos humorísticos daqui), seja pela noção certeira de que o gênero precisa de constante oxigenação para se manter engraçada, mas com alguma dignidade. O que muitas outras séries andam “esquecendo” de priorizar…

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Ativista

Publicado por Renan de Andrade

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