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Unites States of Tara deixará saudades (?)

Unites States of Tara deixará saudades (?) | TV | Revista Ambrosia
A série criada por Diablo Cody (roteirista de Juno) e produzida por Steven Spielberg teve três temporadas, algo que pode ser considerado um feito já que muitos shows não passam nem do episódio-piloto. O programa em questão era exibido no canal Showtime (aqui no Brasil foi transmitida pelo FOX Life), o mesmo que leva Dexter ao ar, e trazia a história de uma mãe e esposa que possuia transtorno dissociativo de identidade (múltiplas personalidades) tentando levar a vida mais normal possível, apesar das interrupções de seus outros. Dentro da mente de Tara, a personagem principal interpretada por Toni Collette, vivia T., Alice e Buck. O último episódio foi ao ar ontem, segunda-feira, dia 20 de junho de 2011.

T. é uma complicada e rebelde adolescente que usa o corpo de Tara para beber, roubar o carro e fazer sexo. Alice, uma dona de casa dos anos 50, aparece sempre que Tara precisa de uma mãozinha para cuidar da casa ou fazer um prato diferente. Buck, um veterano de guerra que adora armas e viciado em pornografia. À medida, que o programa vai evoluindo novos “alters” (como são chamadas as personalidades no show) vão surgindo e ajudando ou atrapalhando a personagem Tara, que sempre conta com o apoio do marido Max e dos filhos Kate e Marshal.

Unites States of Tara deixará saudades (?) | TV | Revista AmbrosiaMas por que será que ao chegar em sua terceira temporada, a melhor de todas por sinal, o show foi cancelado? Unites States of Tara é diferente, traz uma família disfuncional, mas sem toda risada de um sitcom e se pararmos para pensar o tema é sério e pesado, apesar de ser mostrado de uma maneira leve. Além disso, até que o programa durou já que trazia uma linguagem com muito palavrão e “fuck you” para todo o lado. A série foi boa, bem executada, teve momentos de queda (como um dos alters que apareceu, não se desenvolveu e sumiu), mas teve grandes momentos (quando Tara começar a ir a terapia, para descobrirmos que uma personalidade dela era sua própria psicóloga). Um programa diferente, com um roteiro forte e uma história que ainda não tinha sido mostrada na televisão (americana), atores bons e em sintonia, Toni Collette em sua melhor forma e a cada dia tendo que viver um novo personagem (ela ganhou um Emmy por essa personagem) e acabávamos esquecendo que era a mesma atriz em todos os papéis. Só faltou uma coisa, os telespectadores. Como disse Diablo Cody em uma entrevista sobre o cancelamento “Os telespectadores apenas não estavam lá”.

Sendo assim, United States of Tara deixará saudades.

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Publicação Lívia Jácome