Com o tema “Code of Meaning”, maior evento de criatividade da América Latina discutirá o desafio de encontrar propósito na era da atenção fragmentada
Em um cenário onde o conteúdo é abundante, mas a atenção é o recurso mais escasso, o Rio2C 2026 finca sua bandeira com uma provocação necessária: “Code of Meaning” (Código de Sentido). Entre os dias 26 e 31 de maio, a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, transforma-se no epicentro do debate sobre como a indústria criativa pode — e deve — produzir narrativas que realmente ressoem em um público saturado de estímulos.
Apresentado pela Petrobras e pelo Governo do Brasil, o evento reafirma sua posição como o maior hub de criatividade da América Latina, dissecando a cadeia audiovisual de ponta a ponta.
Dos Bastidores ao GlobalStage
A espinha dorsal desta edição foca na jornada completa da obra. Enquanto os palcos Writer’s Room e Screening Room mergulham nas minúcias do desenvolvimento de roteiros, estratégias de monetização e distribuição, o GlobalStage assume o papel de vitrine para encontros que prometem ser históricos.
Um dos momentos mais aguardados é o painel “Laboratórios de Humor Universal”, que colocará frente a frente Adam Chase (produtor executivo de Friends) e o brasileiro Fábio Porchat. Em pauta, a delicada fronteira do humor na era do cancelamento e a anatomia de uma piada capaz de atravessar fronteiras culturais.
O Poder das Narrativas e Adaptações
O evento também traz mentes por trás de fenômenos de audiência. Javier Gómez Santander, roteirista de La Casa de Papel, compartilhará os segredos por trás da criação de personagens icônicos e a engenharia da tensão narrativa.
Outro destaque de peso é o debate sobre o patrimônio gráfico latino-americano. Gastón Gorali (da nova série animada de Mafalda para a Netflix) e o cineasta Daniel Rezende (responsável pelo sucesso de Turma da Mônica nos cinemas) discutirão o desafio ético e criativo de adaptar clássicos dos quadrinhos para o streaming, equilibrando a nostalgia dos fãs com as exigências técnicas das novas plataformas.
Para fechar o leque de encontros inusitados, o navegador Amyr Klink e o diretor de animação Carlos Saldanha exploram o “oceano pessoal” como metáfora de jornada criativa, em uma conversa que promete ir muito além das telas.








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