Pagode Restaura na animada “Moleque Abençoado”

Para o vocalista Juliano Bitencourt, que assina a composição ao lado de Jefferson Junior, John Gloria e Umberto Tavares, esse single tem um gosto especial porque fala de um sonho que ele teve quando criança. – Como quase todo garoto brasileiro, eu sonhava em ser jogador de futebol. Tive minha chuteira, meus uniformes e comecei…


Para o vocalista Juliano Bitencourt, que assina a composição ao lado de Jefferson Junior, John Gloria e Umberto Tavares, esse single tem um gosto especial porque fala de um sonho que ele teve quando criança.

– Como quase todo garoto brasileiro, eu sonhava em ser jogador de futebol. Tive minha chuteira, meus uniformes e comecei a correr atrás desse sonho lá na minha cidade natal, em Criciúma, Santa Catarina. Vivi muita coisa boa dentro desse universo e acreditava de verdade que aquele seria o meu caminho, mas, infelizmente, eu tive um problema de saúde e precisei parar. Enquanto alguns amigos que começaram comigo seguiram no futebol e se destacaram, como o Patric, que chegou a jogar no Atlético Mineiro, eu precisei aceitar que o meu sonho seria interrompido. Só que hoje eu entendo que Deus tinha outros planos pra minha vida – recorda Juliano.

Mesmo sem estar dentro do campo, a música acabou conectando o cantor com o universo do futebol, já que muitos jogadores curtem as músicas do Pagode Restaura e compartilham como elas levam força, esperança e alegria para a vida deles dentro e fora dos campos.

Além do pagode e do futebol, “Moleque Abençoado” traz ainda o elemento do rap com a participação do rapper Éliton Nascimento, ou melhor, L-TON. Diretor artístico da Onimusic, gravadora da qual o Restaura faz parte, ele divide os vocais com Juliano Bitencourt, quebrando um jejum de sete anos sem participar de um projeto.

– A música faz parte do meu DNA. Então, para mim é como andar de bicicleta, é olhar para algo que você não faz há muito tempo e falar: “Caramba! Nossa! Que oportunidade ótima de fazer e pôr em prática”. O convite foi completamente informal. Eu fui para o Rio como diretor artístico da Onimusic para verificar como estava o andamento do projeto e o Juliano, de um jeito bem brincalhão, virou e falou que eu iria gravar essa parte do rap e foi uma surpresa. Peguei a letra e o microfone, fiz os ajustes que eu achava necessário para se encaixar na forma que eu rimo, tirei o chapéu do diretor artístico, botei o chapéu do artista, fizemos e foi super divertido – conta L-TON, que tem uma extensa história da cena urbana e já fez parcerias com DJ Alpiste, Pregador Luo, Marcela Taís e Marquinhos OSócio.