Tenho uma teoria: o Brasil é uma das maiores potências dos games, só que ninguém avisou. Blades & Battles é mais uma prova disso. O jogo foi desenvolvido e publicado pela QUByte Interactive, estúdio paulista que há anos leva jogo brasileiro pro mundo. É um beat ‘em up de rolagem lateral na linha de Golden Axe e Knights of the Round. Aqui quem abre caminho na espada são Arthur e Lancelot, tentando resgatar Merlin das mãos da bruxa Morgana. Dá pra jogar sozinho ou em co-op local.
Os dois heróis têm estilos bem diferentes: Arthur segura a multidão e Lancelot é mais rápido e luta no ar. O jogo tem combo, magia, chefe e três filtros visuais, do 3D limpo a um modo que imita os 16 bits.
E é gostoso de jogar. Se você tiver a manha, sai encadeando skill com combo de ataque básico e trucidando os bichos na pancada. Dá pra sentir que foi feito por gente que gosta do gênero, que jogou muito e provavelmente vai jogar até morrer. Falo com carinho, porque também tô desenvolvendo um shmup pra Mega Drive, o Endura, que em breve vai estar nas prateleiras dos anos 90. (É segredo de estado, finge que não leu.)
Se fosse pra apontar defeito, os inimigos e os cenários se repetem um pouco. Acho que é justamente aí que o BR ainda peca: na finalização. Uma coisa é atrasar o lançamento porque não fizeram nada. Outra é atrasar porque fizeram tão bem que abriu margem pra melhorar coisas que nem imaginavam.
A imprensa lá fora foi na mesma linha. O WayTooManyGames deu 7 e se divertiu com o combate, mas achou que o filtro pixelado embola a ação. O Press Play Media deu 6,8, curtiu o co-op e sentiu falta de progressão. O Games Asylum deu 6, elogiou o clima de fliperama e reclamou da campanha curta e da pouca variedade.
Blades & Battles é pra quem cresceu no fliperama e quer chamar alguém pro sofá. Eu recomendo. Sai por R$ 44,99, com 15% de desconto nos primeiros 15 dias. Parabéns à QUByte: é o nosso povo mostrando que sabe fazer jogo bom.












