Nem todo jogo indie quer agradar todo mundo, e NetherWorld deixa isso claro logo de cara. Desenvolvido pela Hungry Pixel, estúdio espanhol, e publicado pela SelectaPlay, o jogo chegou ao Switch em 12 de setembro de 2025 como uma aventura de ação narrativa em pixel art, com classificação 18+. Você controla Medoo, uma água-viva largada pela esposa que afoga a tristeza na vodka e acorda num mundo sujo, cheio de mafiosos, magos e figuras nada recomendáveis. No caminho, há minigames, chefes bizarros e até uma dungeon estilo roguelike em que você controla um carrapato chamado Joe.
A história do projeto é curiosa: ele nasceu de um Kickstarter que arrecadou 10 mil euros, o dobro da meta, e ganhou demos antes do lançamento. A ideia é ousada e a estética suja tem personalidade.
Mas aí entra a jogabilidade, e aqui o jogo perdeu a mão comigo. A movimentação é lenta, e num jogo que vive de andar por cenários, brigar e pular de minigame em minigame, isso pesa. Pra mim, mecânica precisa ser polida e gostosa de jogar. Quando não é, a imersão quebra e o desânimo vem rápido. Além disso, a pegada do humor pesado e da provocação constante simplesmente não é a minha.
A recepção na época do lançamento foi dividida. O PS3Blog deu 6,5 à versão de Switch e frisou o peso do conteúdo adulto. O The Geekly Grind achou que o jogo se esforça mais para chocar do que para divertir. Já o The Drastik Measure, jogando no PC, deu 7,5 e elogiou o visual e o áudio. Ou seja, quem entra na vibe se diverte, quem não entra cansa.
NetherWorld é pra quem curte humor ácido e narrativa sem filtro, e não foi o meu caso. Como existe demo gratuita no Switch, vale testar antes de gastar os cerca de US$ 14,99 da eShop americana.












