Beat ‘em up de rolagem lateral nunca sai de moda, e Heroes of Mount Dragon chega ao Switch querendo provar que o gênero ainda tem espaço. O jogo é a estreia da RuniQ, estúdio independente de Quebec formado por veteranos de casas como Beenox e Ubisoft, e é publicado pela indie.io. Saiu no Steam em junho de 2025 e no Switch em 25 de setembro do mesmo ano. A proposta mistura briga de rua com clima de desenho animado, aceita até quatro jogadores e deixa o herói se transformar em dragão quando a barra de poder enche. No lançamento para Switch, seis dos oito heróis estavam disponíveis, e os outros dois foram programados para o fim de outubro de 2025.
Na parte técnica, não tenho o que reclamar. Os gráficos são bons, com texturas desenhadas à mão em cenários 3D, e a movimentação é fluida. Nessa área, o jogo é competente.
O problema está no combate. O repertório de golpes é limitado de um jeito esquisito: você sente que falta alguma coisa, e a coisa fica meio tediosa, parecida com o que acontecia no primeiro Final Fight. Não quero ofender os clássicos, que tinham suas limitações por causa da época. Mas hoje dá pra ter muito mais em combos e variações de golpes, e é isso que faz falta aqui.
A recepção na época do lançamento foi dividida. O PS4Blog deu 8 à versão de Switch. O Gamerhub UK deu 7,0 no PC, elogiando a sensação de jogo, mas apontando repetição. Já o A-to-J Connections, também no Switch, achou que não há nada realmente ruim ali, mas que o jogo não compensa o tempo.
Heroes of Mount Dragon acerta na apresentação e no fluxo de movimento, mas falta variedade de golpes pra segurar o interesse. Custa cerca de US$ 20 na eShop americana. Serve pra quem curte o gênero e valoriza o visual; quem busca profundidade de combate provavelmente sente o mesmo que eu.












