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Resenha de Pátria, A Lenda de Drizzt, de R. A. Salvatore

Resenha de Pátria, A Lenda de Drizzt, de R. A. Salvatore | Críticas | Revista Ambrosia

Foi na década de 1980 que o autor de fantasia, Robert Anthony Salvatore ou, melhor RA Salvatore criou um personagem único para o mundo de Forgotten Realms (Reinos Esquecidos), um cenário para o célebre RPG Dungeons & Dragons. Sua criação, Drizzt Do’Urden, o drow, o guerreiro apareceu pela primeira vez na trilogia O Vale do Vento Gélido (Valley of the Frozen Wind), em que se revelou o mais interessante de um grupo de protagonistas, a tal ponto que o autor não hesitou, algum tempo depois, em dedicar-lhe toda uma saga para tratar de suas origens, aventuras e desventuras. A primeira das trilogias, iremos exploramos o Subterrâneo opressor, o mundo implacável e fascinante dos drow, os elfos do Underdark, maléficos adoradores da cruel deusa aranha Lloth.

Resenha de Pátria, A Lenda de Drizzt, de R. A. Salvatore | Críticas | Revista AmbrosiaTemos uma das várias sagas de A Lenda de Drizzt, poderemos encontrar referências que não capturaremos se não tivermos lido nada sobre os Reinos, entretanto, é possível ler apenas Drizzt sem medo. Na verdade, a trilogia pode ser lida independentemente do resto das sagas da coleção. A editora Jambô já lançou toda essa primeira trilogia, e analisaremos o primeiro volume, Pátria (Homeland).

O Subterrâneo, ou o Underdark

Nas profundezas das cavernas está o Subterrâneo, uma enorme extensão de terras, conectada por canais de pedra labirínticos e cheia das criaturas mais temíveis. Se algum desavisado da superfície cometer a estupidez de penetrar nas cavernas que levam ao Underdark, provavelmente não viverá para contar a história. Se, mesmo assim, ele tivesse sido astuto o suficiente para passar despercebido e sobreviver, voltaria à superfície totalmente desequilibrado pelo horror que viu seus olhos.

O Subterrâneo também possui uma civilização que é ainda mais perigosa para qualquer intrépido e, apesar de qualquer raciocínio lógico, deve ser evitada tanto quanto possível. A referida civilização é a dos Elfos Negros, também conhecidos como Drows.

O livro

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Pátria nos fala sobre o nascimento de Drizzt Do’Urden e sua infância, assim como seu crescimento até o momento em que toma, pela primeira vez, uma decisão relevante para si mesmo. Em uma sociedade caótica e matriarcal onde prevalece a lei dos mais fortes e onde a maior autoridade vem das matriarcas que adoram uma deusa cruel e tirânica, Drizzt enfrenta a terrível verdade que cerca sua raça: os drow são criaturas cruéis, muito diferentes do que o jovem aprendeu na academia. Nesta sociedade, todos os drow são encorajados a pensar de uma certa maneira, e todos parecem confortáveis ​​com isso. Todos, exceto Drizzt e também o imbatível Zaknafein.

A trama do romance se concentra basicamente no crescimento do jovem drow e em um conflito político que surgiu no dia do nascimento de Drizzt: a casa de Do’Urden atacou a casa de DeVir para exterminar todos os seus membros e apagá-los da sociedade. Desta forma, a Casa Do’Urden deixa de ser a décima casa para ser a nona casa de Menzoberranzan (cidade dos drow). A questão é que havia um membro da casa DeVir que sobreviveu e que planeja vingança secretamente. Esse enredo de mistério e política é perfeitamente complementado pelo crescimento de Drizzt e isso, junto com todas as reflexões que o autor nos deixa sobre a sociedade drow, faz de Pátria um livro bem interessante.

Um livro viciante

Pátria se ajusta de maneira notável às narrativas de fantasia épica, tornando-se uma alta fantasia adulta clássica. É uma leitura viciante, exploradores é muito ágil já que Salvatore não se enreda em descrições. Perde-se alguns pontos nesse quesito: os personagem não os descritos muito (fisicamente falando) e com pouco detalhes dos coadjuvantes.

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No entanto, a seu favor, devemos positivar a descrição de Menzoberranzan foi muito bem realizada. Salvatore tem uma forma de escrever envolvente e à qual, além da falta de descrição no caráter físico dos personagens, é muito objetiva e direta. Destacamos a forma de nos contar as cenas de ação, sempre muito visuais .

Os personagens

Os personagens são outra coisa a destacar. Ou melhor, dois personagens em particular (porque o resto, embora sejam interessantes, não são tão delineados): Drizzt e seu professor, Zaknafein. Ambos são, até agora, os únicos dois drows com uma perspectiva diferente de sua raça. Não se explica o porquê neste livro (embora tenhamos o que os dois têm em comum). Os dois compartilham um vínculo especial e seu relacionamento carrega todo o peso emocional da narrativa

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Além de Drizzt e Zaknafein e possivelmente a pantera com um nome difícil de pronunciar (Guenhwyvar) que acompanha o jovem drow na capa, eu realmente não destacamos mais nenhum personagem. Todos corretos em seus papéis, sem destaque especial.

Conclusão

Referências sociais e sexuais, cenas de ação em ritmo acelerado, que nos fazem mergulhar completamente na batalha, quer ser quem está pegando em armas e quem disputa o combate. Cenas bem detalhado, como já tratamos, diretas, para que sejam claramente visíveis e vividas pelo leitor. Em suma, uma narrativa que entretêm, especialmente pela sociedade que se apresenta e como sua influência recai em todos os personagens.

Uma história para os fãs de fantasia, bem escrita, de leitura rápida e profunda. Uma introdução muito boa ao protagonista, um Legolas em meio a uma sociedade maléfica, num cenário rico e incomum, onde não há luz, bem construído pelo autor e que merece ser descoberta pelos produtores de filmes e séries.

Nota: Ótimo – 3.5 de 5 estrelas

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3.5 / 5 Crítico
Avaliação

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