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Titãs é a série de TV que a DC precisava

O primeiro grande lançamento da DC Universe, o serviço de streaming criado em 2018 pela Warner para os seus produtos do universo da DC e que tem seu lançamento internacional feita pela Netflix, a série sobre os Titãs é um novo passa da empresa para as suas séries de Live-Action.

Saindo da formula do canal CW, do chamado Arrowverse, com romances entre os personagens e um clima cleen na sua fotografia, esse novo produto traz um clima mais violento e cru, com relações humanas mais próximas da realidade.

Em um mundo em que os Super-heróis já existem (a Santíssima Trindade da DC e a própria Liga da Justiça são mencionadas), a história se desenvolve a partir do encontro da Ravana (chamada sempre de Rachel na série), uma criança com poderes que ela não conhece e nem sabe usar, que vem sendo perseguida por uma organização misterioso, com o agora detetive Dick Grayson, que após abandonar a identidade de Robin faz ano, se estabeleceu em Chicago.

A partir desse encontro, os outros personagens vão surgindo e se unindo a cruzada desses heróis e outros acabam tendo participações especiais, mas com relevância para a história.

De todos os personagens principais apresentados na série, o que tem maiores problemas é Mutano (ou Gar, como é chamado na série). Sua apresentação de como conhece Ravena é muito fraca e que pouco convence para os riscos que ele se expõe para ajudá-la, além do motivo pelo qual ele somente se transforma em um único animal – espero que seja corrigido para a próxima temporada.

Estelar (ou Kory) tem um arco interessante, mas que ganha importância na parte final da série e que ainda tem muito para ser desenvolvido futuramente. Seu visual ficou perfeito, apesar de toda a polemica envolvido quando saíram as primeiras imagens.

Outro ponto interessante foi a participação dos personagens Rapina e Columba, principalmente no episódio que contam sua origem (o ator que faz Rapina é juntamente com os que fazem Dick e Ravena, os que mais se destacam na série, pela entrega e por suas caracterizações).

Como utilizam muito a escuridão em muitas cenas (principalmente nas de luta), algumas partes ficam quase difíceis de se identificar o que acontece em tela. Em dois momentos, tive que voltar a cena para poder entender o que se passou ou mesmo entender que objetos a câmera focaliza, mas não mostra de maneira correta o que se sucede.

Com 11 episódios e cada um deles por volta de 50 minutos de duração, a série passa voando e flui bem visto de maneira sequencial. Titâs é uma série mais adulta e violenta que já foi feita pela DC na televisão, uma grata surpresa no seu novo modelo de entretimento.

Ao final do último episódio, não desligue pois tem cena pós-credito.

Titãs é a série de TV que a DC precisava
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alexandre Giuberti David

Publicado por alexandre Giuberti David

Professor de História, cinéfilo e torcedor do America-RJ