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+Cultura: DJÔ NO SEI!

Quem nunca ouviu falar em impactos sociais? Ou choques de culturas? Quem nunca boiou numa tentativa de conversa com alguém estrangeiro que fala uma língua que você entende porcaria nenhuma? Quantos visitantes de outros países você vê ou viu? Sabe que a cada dia eles aumentam de número e gênero, que alguém investe nisso, que a imagem das bundas das nossas morenas e nosso Carnaval estão estampados em catálogos e vistos de toda forma e sorte e desejados via Internet e Agências de Viagens? Você se preocupa com algo? Ou ainda não pensou à respeito e espera que, quando lhe atingir de alguma forma, possa… digamos, talvez, reclamar com um amigo ou familiar. Ou só murmura. Mas aí será tarde, parceiro… Pior quem nem se liga e morre e passa adiante a semente da ignorância. Serão esses os males da população brasileira: a ignorância e a picaretagem?

Estão preparados os cidadãos daqui? Tem certeza? O que é (então, então) civilidade, povo carioca?? Diga! Que sabem da invasão turística pela cidade da tua vida, e nos veem como na selva. Percebe?

Temo alertá-los que a criatividade “no jeitinho de resolver as coisas” nem sempre funciona. É um meio de nos excluirmos das causas reais, de se afastar sem saber, de fazer algo nas coxas. Isso não é legal, e um dia será cobrado, seguramente. Talvez não hoje ou amanhã, mas sim em dado momento. E o tombo será chato, desagradável. Como o é muitas vezes, e mais e mais gente não se liga ou importa. Trivialidades, qual motivo de tantas delas embaralhando a visão? E como as notícias são encobertas, esquecidas, sobrepostas por notícias ridículas e apenas de cunho humorísticos – vide as vacas decorativas “bonitinhas e enfeitadas com trejeitos humanizados” na orla ou sei lá mais – alguma outra sugestão de causo?

E esse lance de poluição de eventos? Sabe onde vai parar? Nem eu, apenas lanço a questão e rogo que reflitam a respeito – não é necessário sempre ser o pentelho da parada! Ainda que tema ser obra de puro comércio desmedido. Mas quem regula isso?

E nosso caro Rio de Janeiro, possui condições de se tornar uma Mônaco?? E por que deveria, já que nossa bela cidade tem muito mais atributos e potencial que sua imitativa cidade europeia.

Sim, claro, dirão que é preciso saber receber os visitantes, ser cordial, ter empatia, cortesia, calma! Evidente, as interações entre culturas, as análises e somas são sempre válidas e enriquecedores da alma humana. Bem, até o ponto em que não possam controlar, é o que digo. Me parece a imagem da atualidade! E quando um deles lhe rouba o teu espaço? É o tal mal uso dos instrumentos à mão! Não que a questão seja racismo ou xenofobia, longe de mim, o que interessa é como as situações são levadas. É preciso lembrar como as pernas e as veias da tua terra estão arrombadas??? E solução não é dar risadas, ah não. Deve existir uma hora pra tudo, favor não misturar as bolas.

Como reagiriam a uma bala na cabeça? O que está para o povo brasileiro às vezes fere a visão do estrangeiro desacostumado. Há de se pedir coerência, simpatia, paciência, essas virtudes da delicadeza de espírito. O mundo é cheio de surpresas. Quem não foram os que se abateram com os “novos” costumes? Não que a violência seja realmente algo corriqueiro; até para nós espanta e faz meditar. Mas friso que a forma como encaramos nossos problemas sociais é louca! Qualquer outro ser em outro canto que juntasse os pontos saberia que estamos atados, achando-se imunes, cegos. Como não desejar uma revolução verdadeira? Uma queda de poder, uma nova instituição, ordem e paz ao país? Não somente ao tocante do Estado do Rio, mas a todo mesmo país, que sofre mesmo com o mal da colonização, coronelismos e outras nomenclaturas que excluem a população de pensar criticamente, de odiar o estado lamentável em que se encontram! A reação é algo natural do ser; por qual motivo acomoda-se? E, ainda mais, por tanto tempo? O país não está crescendo, talvez economicamente mesmo, nas costas das potências que se enfraqueceram e necessitam de mais recursos. Onde fica a mente, a cultura, a inquietude? E, acima de tudo, tem de se envergonhar realmente ao criticar? O governo não é teu pai, teu vizinho fofoqueiro, a mulher que quer impressionar, é na verdade uma ferramenta, o devir instrumento da população…

Realizem a imagem (hipoteticamente, tá!?): alguém da Zona Oeste do Rio, enquanto está pela Zona Sul buscando empregos nos hotéis e restaurantes (que mais empregam, curiosamente!), é abordado por um turista qualquer. Travam um diálogo parco. Comentam as histórias de suas vidas, as diferenças estruturais, as delícias de cada país. Nisso, o da Zona Oeste conta um caso, o seguinte, sobre uma denúncia grave e de muitos tiroteios!

Atenção: está havendo uma guerra de facções criminosas no complexo do Rola, em Santa Cruz. A PM vem isolando o local para que os traficantes se matem uns aos outros; mesmo assim, os tiros estão atingindo muitos! Tem gente morrendo, não fazem nada!!!! Ninguém pode sair de casa sem medo. A noite toda ocorrem tiroteios, mais parece guerra civil! Até explosão ouve-se!!! Eu vi pinos de granada, um mar de cápsulas de balas pelo chão. Ninguém consegue trabalhar… O povo sofre. Passa na TV mas não muda nada. Só vejo novelas e programas que me fazem parecer retardado. Aqui era um lugar pacífico, o poder paralelo tomou tudo!!! A polícia, governo, BOPE, ninguém toma providência. Só deus para recorrer-nos??

Do pouco que pescou da declaração do cidadão carioca, seguramente o gringo já suou frio! E se pergunta: por que o povo não fala com peso?

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Aventureiro(a)

Publicado por paulo vitor grossi

Dama de Ferro e do cinema

Lembram-se de Mulholland Drive?