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“Linguagem nada palpável”

"Linguagem nada palpável" | Etc. | Revista Ambrosia

Brincando, um amigo falou que poderíamos supor ser dividido o contexto global antes e depois da Rede Mundial de Computadores (tipo AI / DI, que tal, Salvador!?). O que temos de fato é a certeza de que a Internet realmente integrou e reformulou o mundo. De tudo alguém pode saber através desta.

 

Agora existe uma Vida Moderna, em sua infinita gama de informações fáceis para qualquer pessoa que a acesse de qualquer parte do mundo.

 

Curiosamente, e para nosso alívio, fora criada com objetivos militares, mas destes já se distanciou faz tempo – nem tanto assim, mas se medirmos a via eletronicamente, parecem séculos!

Está a ferramenta, e ela é usada indiscriminadamente. Há quem diga que ainda, pois esse “sucesso”  fere questões e mais questões de pessoas e órgão e afins. Um monte de conversas! Ainda mais porque SOMENTE cresceu em pródigo ritmo acelerado – temos possibilidades infinitas? Não são todos que curtem! E, sim, de fato existem riscos. Talvez isso seja a graça da coisa. Mas proibir, restringir… Como?

 

Diversão, socializar… democratizar integração de capacidades, e até mesmo, comercializar; de tudo algo! Não adianta listar já que a imaginação nossa de cada dia não têm limites e está, nitidamente, em relação de (inter?)dependência – como certo amálgama de anseios e comodidades delivery.

"Linguagem nada palpável" | Etc. | Revista Ambrosia

Há de se supor que tamanha interação entre indivíduos e seus computadores gerasse certa simbiose. As pessoas se prendem, é normal; igual a viciarem-se! Imagine isso multiplicado por zilhões de computadores interligados, um verdadeiro conglomerado, uma grande teia em escala mundial. Navegar por apenas alguns cliques. São muitos os caminhos. A Internet faz parte desta Era. Extinguiram-se as fronteiras geográficas de todas as formas, mas, pegos de jeito pelas máquinas, não há volta; quer a Internet ser até interplanetária!!

 

Em certo sentido algo, outros em outros…

 

Esta que é uma das maiores expressões de Liberdade – mesmo assim, pode salvar ou aniquilar existências; desde apertar o botão da bomba atômica da nossa ignorância até dar o alerta da salvação dos povos.

 

Uma das maiores, mais eficazes e abrangentes realizações da Raça Humana, permitiu sim desmaterializar nossas obras. Justamente em uma “economia” de poucos recursos ao planeta todo, onde nos fazem restringir cada vez mais, ela sobressai. Isto porque lida com o não palpável (imagem, música, escrita, ação etc), uma nova linguagem. A alquimia do papel ao link – que valor é este tão inestimável! O que antes teríamos em nossas mãos, existe somente na tela. O que significa isso? Socialmente, filosoficamente falando, que resultado é esse? A pergunta segue, e até este reles autor também gostaria de ter algumas respostas. Qual o futuro para este contexto criado? E o que acontecerá se, por um mero acaso, do nada ou não, sejamos suprimidos de Internet? Devo lembrá-los de que esta hipótese, ainda que estúpida, poderia mesmo ser medida tento chances iguais de ocorrer. Acaso nunca ouviram falar da máxima do que vem fácil, vai fácil!?

 

Uma vida geral de gentes interconectadas, atendendo, existindo online, superdependentes. É necessária certa educação à distância para se dominar melhor este novo saber.

 

O sábio Voltaire em sua Metafísica, nos revela que “tão logo a necessidade agrupou alguns homens, os mais hábeis perceberam que todos haviam nascido com um orgulho indomável e também com uma tendência invencível para o bem-estar”. É fácil sacar um verdadeiro campo de ideias moldáveis pela exploração livre da imaginação, da voz aos “pobres”, mais “acesso”.

 

Metafísica, mas que é isso, gente? Caminham juntas? Quem sabe.

"Linguagem nada palpável" | Etc. | Revista Ambrosia

Outra coisa interessante, é que a Internet substituiu e aniquilou a televisão; sim, claro, ou você é ingênuo de pensar o contrário? O que não se acha na rede? Quem precisa esperar pelas notícias consertadas da TV? Pois é.

 

Sendo a internet interativa, e não estática como a televisão, o cinema ou o jornal, pôs tudo mundo na roda, se me permitem a analogia!

 

Assim também o poder de publicação disparou, ao que caiu a qualidade. É previsível, e por vezes ridículo! Sabemos que não há filtros além do bom senso – quando é pensado, né. Falta “Tato”, falta especialização, falta um bom rol de valores – bem, são sequelas da vida atribulada, dos atos dos filhos dos pais sem tempo, enfurnados diariamente sem ver a luz do dia nos escritórios por aí…

 

Partobagens. Um elefante engraçadinho que virou a besta da ignorância, uma cria cibernética do mais tonto, melhor. Proponho ser analisado o termo partobagem (ser um “Partoba”; fazer uma “partobagem”), saindo de sua origem cômica dos desenhos de “Mundo Canibal e Cia.” e passando pelo apelo viral da palhaçada, essa que nos atinge pelo riso e idiotização da própria magnificência.

 

A Partobagem é o mal das sociedades, é rindo muito que se esquece, é na tosqueira e besteirol que perde o foco. Que fuga, que medo de olhar nos olhos, suar, amar… tanta gente longe mas unida pelas postagens… Um poço de loucura onde tudo mundo extravasa (o que no mundo real repudia?). A Internet traspassou apenas o que da mão do homem fora digitalizado. Há um abismo entre os seres, e uma integração nas redes. A informação é sim uma arma, das mais letais… presta atenção!

 

Ainda que atinja até o “sistema” do hospital que te acode na enfermidade, ou desde simples usuários de redes sociais até os mais ratos, as tribos e subculturas – que são sim os moldes para o futuro… – tudo junto doido misturado se ocupando. Por que não preocupar-se com questões mais construtivas? Cada um deve ter uma pra si, ou pela comunidade num todo. “O advento da internet” é uma das nossas maiores tacadas (ao tal do bem-estar!)…  reflexo do que é e como se aplica alta tecnologia ao dia a dia. Desvelada em seus erros e acertos, exibindo a população do jeito que é – a evolução que está. E aí?

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