Era uma vez minha mãe: uma história emocionante sobre amor materno

Com a proximidade do Dia das Mães, o cinema também quis tirar proveito da data, que vem ganhando contornos cada vez mais comerciais e menos afetivos. Mães inesquecíveis no cinema são muitas. Aqui no Brasil temos Dona Hermínia, criação do saudoso Paulo Gustavo. Semelhante a ela em sua praticamente obsessão pelos filhos está a mãe…


Com a proximidade do Dia das Mães, o cinema também quis tirar proveito da data, que vem ganhando contornos cada vez mais comerciais e menos afetivos. Mães inesquecíveis no cinema são muitas. Aqui no Brasil temos Dona Hermínia, criação do saudoso Paulo Gustavo. Semelhante a ela em sua praticamente obsessão pelos filhos está a mãe do protagonista de “Era uma vez minha mãe”.

Roland é o sexto e mais jovem filho de Esther Perez (Leïla Bekhti) e seu marido Maklouf, imigrantes marroquinos. Roland nasceu com uma malformação no pé e nunca poderá andar sem órtese, dizem os médicos. Mas Esther não dá ouvidos a eles e garante: em seu primeiro dia de aula, Roland irá andando para a escola.

Depois de passar igualmente por especialistas e charlatões, é na esposa de um curandeiro que Esther deposita suas esperanças. Roland precisará ficar preso a um colete, deitado na cama, o dia todo. Assim ele acaba conhecendo a cantora Sylvie Vartan, que se torna uma espécie de obsessão e inclusive é o disparador para que ele aprenda a ler, exigência de uma assistente social que visita a família com frequência e ameaça enviar Roland para um lar adotivo se o menino não for matriculado numa escola regular. Mas antes, ele terá que andar.

Esther é o tipo de mãe que se intromete em todas as fases da vida do filho. Na escola. Na escolha da profissão. Na prática profissional. Na vida amorosa. Na criação dos netos. Ela é uma força onipresente, não importa por quais perrengues Roland esteja passando – ou coisas boas também, como conhecer pessoalmente Sylvie Vartan.

Na infância, não ficamos sabendo quais os pensamentos e reações do pequeno Roland aos esforços de sua mãe para vê-lo andar. Seria algo bacana de ter sido explorado no filme, ainda mais considerando que é uma história real da qual seu autor ainda deve guardar memórias. Conforme Roland vai crescendo, as brigas por causa da superproteção materna surgem. O confronto agora existe, mas sem apagar o carinho mútuo.

Esther chama Roland de “Michkpara”, que significa “eu te dou minha vida”. O cinema está cheio de mães que dão sua vida pelos filhos. Da mãe que eternamente balança o berço em “Intolerância” (1916) à Sophie que precisa escolher entre um dos filhos no campo de concentração, o amor materno sempre foi ingrediente principal de ótimos filmes.

Era Uma Vez Minha Mãe

Era Uma Vez Minha Mãe
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Nota: 9/10 – Fantástico
Nota: 9/10 – Fantástico
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