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“Amanhecer Violento” é distópico mas vale como entretenimento

Passamos pelo boom do novo milênio, por mais um fim do mundo, por ataques terroristas e logo pensamos “o que mais pode acontecer”?
Por que não uma 3º Guerra Mundial? É o que se anuncia em “Amanhecer Violento” quando a pacata cidade de Spokane, Seattle acorda com um céu lotado de paraquedistas e muitos aviões caça sitiando a cidade.

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Acordado por causa do imenso barulho e dos tremores, o oficial da marinha Jed (Chris Hemsworth) sai as pressas de casa arrastando junto seu irmão Matty (Josh Peck) para procurar por seu pai, o Xerife da cidade. Os dois se enfiam no carro de Jed e saem a toda pelas ruas. Os vizinhos estão em seus gramados tentando entender o que está acontecendo enquanto tanques com a bandeira da Coréia do Norte desfilam tranquilamente.

Os soldados percebem que Jed está tentando fugir do cerco e começa uma perseguição. Alguns amigos de Matty pulam na caçamba da picape no caminho, incluindo o filho do Prefeito, enquanto outro carro os segue. Ao chegarem ao Centro, Jed encontra com seu pai que o manda ir para a cabana deles nas montanhas. Os dois carros então partem em disparada e conseguem despistar os tanques.

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Jed tenta manter os adolescentes sob sua supervisão mas alguns deles se recusam e acabam denunciando o local fazendo com que eles mais uma vez precisem fugir. Só que a situação fica mais séria quando os soldados Coreanos chegam e ameaçam o pai de Matty e Jed. Sabendo que agora eles não poderão mais recuar, só resta se unirem, treinarem juntos e enfrentarem o problema de frente. É hora de combater os invasores e tentar tomar a cidade de volta.

Logo no início vemos uma montagem de jornalistas e líderes políticos, incluindo o atual presidente Barack Obama, falando de ataques cibernéticos, falhas na economia americana, baixa no poderio militar entre outros assuntos. Com isso a Coréia do Norte decide invadir os EUA e exigir certas retaliações.

O filme tem um ritmo bem agitado o que é um ponto forte. Existe uma pequena passagem de tempo enquanto os adolescentes, liderados por Jed aprendem a manusear armas e outras táticas de guerra. Não estamos falando de bombinhas e outros artefatos juvenis, mas sim, armas pesadas, granadas, lotes de C4 e claro, muitas mortes. Devido as circunstâncias, eles deixam de ser adolescentes para se tornarem adultos. Essa mudança é bem interessante e bastante explorada durante a história.

O elenco possui alguns rostos bem conhecidos como Chris Hemsworth, Josh Hutcherson (de Jogos Vorazes) e Josh Peck do famoso seriado da Nickelodeon, Drake e Josh. A novidade fica por conta do filho de Tom Cruise, Connor Cruise que possui um papel pequeno e  teve uma atuação mediana.

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Aliás, as atuações em sua maioria foram medianas pois o intuito aqui não são os vínculos emotivos dos personagens e sim o propósito em comum; defender a cidade onde cresceram. Mesmo a conturbada relação entre os irmãos Jed e Matty é deixada de lado, porque não faz sentido algum ter um acerto de contas com seu irmão em meio a uma guerra. As coisas acabam se resolvendo de outra forma. Outro ponto forte são as cenas de luta e as investidas que o grupo, auto intitulado de Wolverines (time de futebol americano da cidade) fazem contra o exército Coreano.

Deixando toda essa distopia de lado e o óbvio patriotismo americano que só aparece de fato nos minutos finais do filme, a ideia toda tem um conceito bom. Nos faz pensar o que nós faríamos caso isso acontecesse de fato. E colocar as pessoas para pensarem no futuro é sempre muito bom.

O remake quase não saiu do papel devido aos muitos cortes de orçamento que os Estúdios MGM sofreram. O filme original tinha no elenco atores como Patrick Swayze e Charlie Sheen que combatiam a invasão da União Soviética aos EUA.

[xrr rating= 2.5/5]

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