Ang Lee e o deslumbre visual de As Aventuras de Pi

Ambrosia Filmes Ang Lee e o deslumbre visual de As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi

Doze anos depois de O Tigre e o Dragão, o cineasta taiwanês Ang Lee retorna à Ásia (desta vez a Índia) para contar uma história épica desenhada com contornos mitológicos.

As Aventuras de Pi (Life of Pi, E.U.A/China 2012) tem como base o livro “A Vida de Pi”, escrito por Yann Martel e vencedor do Booker Prize de 2002, que fala do jovem náufrago a deriva em um barco na companhia de um tigre de bengala. A narrativa serve como fio condutor de um verdadeiro deslumbre cinematográfico em todos os sentidos técnicos imagináveis. Literalmente salta aos olhos (graças ao 3D) os incríveis efeitos visuais, onde não se tem como precisar exatamente o que foi real e o que foi digital.

A fotografia é envolvente e profunda; o Chileno Claudio Miranda, que também deu plástica a “O Curioso Caso de Benjamin Button” e “Tron – O Legado”, conseguiu imprimir um tom fantasioso nas imagens sem deixá-las artificiais.

As Aventuras de Pi

A atuação do estreante Suraj Sharma na pele do protagonista gera empatia imediata, faz com que o espectador torça por ele. Também é louvável a atuação de Irrfan Khan (de Quem Quer Ser Um Milionário e O Espetacular Homem-Aranha), como Pi Patel na maturidade, que irá contar a história. Os temas centrais do livro como importância da fé, o papel da imaginação na realidade e, sobretudo, na adversidade. Além é claro da superação, tema recorrente em sagas orientais.

As Aventuras de Pi

O filme está na corrida pelo Globo de Ouro concorrendo a melhor filme, e já é uma das grandes apostas para o Oscar, no qual deve ser quase barbada nos prêmios técnicos, além de estar sendo bastante cogitado para a categoria principal.

[xrr rating=3.5/5]

#Novidades