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“Boleros do Mundo” quer contar história do cantor boliviano George Patiño

O jornalista e produtor cultural George Berkley Patiño Junior anunciou a pré-produção do documentário “Boleros do Mundo”, em fase de captação de recurso. O filme versará sobre a vida de seu pai, o cantor e dentista boliviano George Patiño, falecido em 2020 vítima da Covid-19.

A concepção do projeto é uma forma de amenizar a perda e reforçar a eternização da memória do ente querido. “Meu pai acostumou-se a reunir num sítio em Mendes (interior do Rio) o grupo de músicos que montou – ‘Los Latinoamérica-Nós’. Cantava, fazia serestas, era apaixonado pelo bolero, por canções folclóricas latinas.

Em 1996, deixou o Brasil para viver nos Estados Unidos. Falávamos sempre. Ele foi detectado com o novo coronavírus em maio, mas já estava bem melhor. Conversamos no dia 6 de junho. Naquela noite, seu quadro de saúde se agravou repentinamente. Sofreu horas depois uma parada cardíaca.”, contou o jornalista ao portal Terra.

Para viabilizar o documentário, abriu uma campanha de financiamento coletivo, com investimento a partir de R$10,00 no link www.kickante.com.br/boleros-do-mundo.

“Quero levar para o cinema a história de quem esteve em busca de si mesmo ou em fuga de si mesmo. De quem abandonou tudo, incluindo a carreira profissional, em nome de um sonho. Meu pai viveu na Bolívia, mais de uma vez nos Estados Unidos, onde conheceu minha mãe, e no Brasil. Cativava por ser cordato e abria as portas de casa para imigrantes e artistas. Fez amizades com nomes de ponta da nossa cultura, como Tito Madi, um segundo pai para mim. Foi tenista e fotógrafo amador, andou pelo teatro, encenando algumas peças, teve aulas de canto, percussão, violão e teclado. Uma vida intensa, dinâmica, repleta.”, conclui Patiño.

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