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Cinema em Casa: A Volta dos Mortos Vivos

volta-dos-mortos-vivosEstamos de volta nesta semana para mais uma coluna Cinema em Casa. Da última vez falamos de uma nova película calcada na cultura zumbi muito divertida. Desta vez, o assunto vem á tona novamente, mas com um filme mais clássico e que tem muita realidade (!) no que diz respeito aos zumbis: A Volta dos Mortos Vivos!

O clima de humor negro e brincadeira com o apocalipse que os zumbis querem trazer ao mundo é muito divertido, e torna o filme uma verdadeira curtição do começo ao fim. Dan O’Bannor dirige, cargo que ocupou pela primeira vez e só repetiu mais uma vez em toda sua carreira, o que é bem impressionante para uma estréia. Este filme faz uma série de alusões à cultura zumbi de forma geral, mas foca num detalhe mais específico, que é a origem destes monstros a partir de um vírus, o que dá um ar um pouco científico à história também.

Duas pessoas que trabalhavam numa especie de armazém começam a bater papo sobre os zumbis do filme A Noite dos Mortos Vivos, clássico de George Romero, quando descobrem um destes zumbis no porão do armazém. Um deles comenta que é impossível que um barril daqueles, com os corpos, se abra, então não há motivos para preocupações ou superstições por parte de qualquer um deles – quando este mesmo cara bate no barril e então começa o caos! O gás do corpo é liberado por todo o ambiente e eles respiram e desmaiam.

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A zica se dá mesmo quando este gás escapa para o cemitério que ficava ao lado e foi espalhado por todos os túmulos com a chuva. Com isso, todos os mortos começam a sair dos túmulos e não há crematório que dê conta deles! Enquanto isso, alguns punks chegavam no cemitério para buscar seu amigo, um dos rapazes que trabalhava no armazém, e o destino de cada um deles está selado! Depois, os dois funcionários vão ao crematório para tentarem dar um fim num zumbi que tentou lhes atacar, mas o mais sinistro é quando, mais à frente, eles começam a apresentar rigor mortis por terem respirado o gás e vão se tornando zumbis aos poucos, ficando cada vez mais assustador até se interessarem somente por carne humana =D

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A partir daí a história se desenrola de forma thrash e extremamente empolgante, sem perder seu humor negro – momentos como o dos funcionários do armazém tentando “matar” o cachorro empalhado com os órgãos à mostra e lidando com o zumbi que teve todos os seus membros cortados mas agindo cada um por si só são inesquecíveis. Bem como a querida (e na época incrivelmente linda) Linnea Quigley, a “Trash”, que anda nua a maior parte do filme. Aliás, a película funciona tão bem justamente por utilizar todos os pontos importantes para um filme de zumbi:

  • A origem dos zumbis, no caso um vírus
  • Humor negro e ação
  • A tomada zumbi perante a sociedade
  • Trilha sonora divertida e sinistra
  • Nudez feminina

Independente da thrasheira e dos momentos absurdos que o filme tem, a história se desenvolve muito bem, fazendo os 91 minutos passarem tão rápido que dá vontade de ver mais. Toda o roteiro se amarra da origem dos zumbis, aos ataques e a tomada deles pelo cemitério bem como o destino final dos punks e o dos zumbis também. Outro detalhe muito bacana foi o legado que este filme deixou: a famosa frase “MIOLOS” pronunciada pelos zumbis veio dele =D

A Volta dos Mortos Vivos se tornou uma serie thrash de sucesso no estilo, tendo algumas continuações no decorrer dos anos. Interessante notar que muito se fala dele até hoje, mesmo quase 25 anos depois de seu lançamento – é realmente um clássico do gênero e merece altas recomendações!

Ficha técnica:

  • Ano: 1985
  • Direção: Dan O’Bannon
  • Produção: Tom Fox
  • Distribuição: Flashstar
  • Tempo: 90 minutos
  • País: EUA
  • Idioma: Inglês
  • Elenco: Clu Gulager (Burt Wilson); James Karen (Frank); Don Calfa (Ernie Kaltenbrunner); Thom Mathews (Freddy); Beverly Randolph (Tina); John Philbin (Chuck); Jewel Shepard (Casey); Miguel A. Núñez Jr. (Spider); Brian Peck (Scuz; ‘Ant Farm’ Zombie); Linnea Quigley (Trash); Mark Venturini; Jonathan Terry; Cathleen Cordell; Drew Deighan; James Dalesandro; John Durbin; David Bond

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