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“Loucas Pra Casar” é mais esperto que seus defeitos

Para começo de conversa: eu me diverti muito assistindo Loucas Pra Casar. E isso nem é uma questão totalmente positiva pensando no seu resultado final. Na verdade, o parâmetro para o gênero – comumente rasteiro e oportunista no mercado brasileiro (Lembrando que até o “rei” das comédias, Leandro Hassum criticou um exemplar recente que o próprio protagonizou: Vestido Pra Casar), é sempre tão baixo, tão sem expectativas, que quando surge um roteiro melhorzinho, já ganha uma proporção maior do que é.

A história acompanha a vida de Malu (a onipresente Ingrid Guimarães), assistente executiva sistemática, que descobre que seu noivo está se envolvendo com outras duas mulheres: a periguete Lúcia (Suzana Pires, engraçadíssima) e a religiosa Maria (a maravilhosa Tatá Werneck). As três se conhecem e a confusão está armada. A priori, o plot causa sonolência pela previsibilidade, entretanto o roteiro de Marcelo Saback guarda um segredinho narrativo para o final que dá um senhor frescor ao filme.

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Mas se o roteiro é o destaque do longa, também é um dos pontos frágeis uma vez que o conflito das três desequilibradas pelo noivo (Marcio Garcia) vira uma artimanha um tanto repetitiva, pouco avançando no que diz respeito a própria trama.

O grande problema do filme é a direção descuidada de Roberto Santucci, destituída de qualquer amparo fotográfico (as cenas na ponte são desperdiçadas) e marcações dinâmicas de uma comédia legítima (repare nas últimas cenas). Mas não tem como não ceder as boas sacadas de Saback (há diálogos muito bons como o do Guilherme Arantes) e a atuação hilária de Tatá Werneck (atriz que brevemente será melhor aproveitada no cinema). Mesmo com latentes problemas técnicos (áudio inaudível em certos momentos, montagem descuidada), tenho que admitir que Loucas Pra Casar vence a antipatia pelo que o gênero vem apresentando e se revela um passatempo.

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