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Festival do Rio: A Árvore do Amor, de Zhang Yimou

Durante a Revolução Cultural Chinesa, a estudante Jing é enviada para uma área rural afim de ser reeducada junto aos camponeses, parte da ação politica do ditador Mao para restaurar a ordem após o fracasso economico no país. Lá Jing é apresentada a um espinheiro lendário, que após ser banhado pelo sangue de heróis chineses mudou a cor de suas flores e frutos para o vermelho.

Além do espinheiro e de uma nova casa, Jing conhece o estudante de geologia Sun e aos poucos surge um forte sentimento entre os dois. Porém Jing vêem de uma família perseguida politicamente, assim qualquer desvio de conduta pode arruinar o futuro tão batalhado por Jing e sua mãe. Mesmo assim Sun, tomado por uma paixão maior que a razão de toda uma sociedade, não desiste de Jing e o amor entre os dois floresce em segredo.

A Árvore do Amor” (Shanzha Shu Zhi Lian) se baseia em fatos reais e nos lembra que a vida também pode ser feita de contos de fadas, mas que diferente da fantasia, no final nada é certo.

Mas ao contrário das produções anteriores do diretor chinês Zhang Yimou, A Ávore do Amor é um filme pautado por uma delicadeza quase etérea, e não somente no olhar da personagem Jing (Zhou Dongyu). Construído de forma clássica, com direito a intervalos de texto auxiliando a narrativa, a produção é recheada de momentos reflexivos e silêncios expressivos. Até mesmo a crítica ao – sempre presente – momento político fica em segundo plano, atuando como um fantasma sobre a vida dos personagens como qualquer outra dificuldade que poderia se apresentar.

Um filme mais do que recomendado, com “A Árvore do Amor” Zhang Yimou desarma qualquer coração.

[xrr rating=4.5/5]

A ÁRVORE DO AMOR
Shanzha Shu Zhi Lian
País: China
Ano de Produção: 2010
Diretor: Zhang Yimou.
No Festival do Rio 2011: Panorama do Cinema Mundial – (LP) – Livre

6 opinaram!

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  1. filme apreensivo do tempo da revolução de Mao. O final prende muita atenção. Entretanto como todo filme chines: quase sem musica e sem grandes movimentos

    • Os filmes orientais levam pelo lado da qualidade esse lirismo visual. Eu particularmente gosto disso, acho uma boa resposta para a pressa do ocidente.

  2. Após 30 minutos do término da exibição, ainda estou com os olhos marejados, pensando em minha própria vida e nas coisas que deixei passar. Isso nunca aconteceu… Uma história sublime…

  3. Saí da sala do cinema extenuado por tanta delicadeza e, no dia seguinte fui revê-lo. Além do roteiro muito bem adaptado,.a fotografia e trilha sonora se somam a atuação soberba do casal protagonista. Perfeito!

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Ímpar

Publicado por Salvador Camino

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