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Filmes de vilões podem ser a nova aposta dos estúdios

Muita gente se pergunta até quando a onda de filmes de super heróis vai durar. Alguns afirmam que já não se trata de uma onda, e sim de um gênero plenamente estabelecido. De qualquer forma é interessante se observar os caminhos e ramificações que o lucrativo filão pode formar daqui para frente. E neste ano podemos estar assistindo a uma nova tendência: os filmes de vilões.

O ano já começou com as gordas bilheterias de Deadpool, filme da Fox impróprio para menores que agradou aos fãs de quadrinhos e ao público leigo. O longa já contabiliza mais de US$ 708 milhões em bilheteria global, deixando para trás O Homem de Aço (US$ 668 milhões), Thor: O Mundo Sombrio (US$ 644 milhões) e Homem de Ferro 2 (US$ 623 milhões). A produção só não foi mais longe porque na China, que vem sendo o fiel da balança para arrecadação mundial, foi banida devido a seu conteúdo violento. E como para os parâmetros de adaptações de quadrinhos o orçamento de Deadpool foi uma ninharia, os lucros já sinalizaram para uma sequência.

Tudo bem que o personagem da Marvel não é propriamente um vilão, e sim um anti-herói para lá de errado e politicamente incorreto. Mas a fórmula pode ditar os parâmetros de tratamento dos filmes que terão como protagonistas personagens que não são assim tão valorosos. É bem provável, por exemplo, que o novo longa do Wolverine, último estrelado por Hugh Jackman, seja mais violento, sombrio (e melhor) do que os anteriores. Mas o que pode realmente definir os filmes de vilão como uma nova tendência é “O Esquadrão Suicida“.

deadpoolO filme sobre um grupo de supervilões que aceitam missões perigosíssimas encomendadas pelo alto escalão do governo é um dos mais esperados do ano. Se de fato for bem sucedido, sem dúvida teremos um novo filão. A Sony planejava há algum tempo um filme solo do Venom, independente de Homem-Aranha, mas parecia ter desistido. Contudo, assistindo aos bons resultados de Deadpool, já prepara o sinal verde. O roteiro de Venom será escrito por Dante Harper, que reescreveu com sucesso o roteiro de “No Limite do Amanhã”. Responsáveis pela propriedade Homem-Aranha, Avi Arad e Matt Tolmach serão os produtores e supervisores do projeto. Caso Esquadrão também se torne um sucesso, pode ser que inicie logo a produção de um filme que estava fadado ao engavetamento: o Sexteto Sinistro. Daí não faltarão filmes solo, filmes de origem, etc.

Um filme focado em Magneto, antigo projeto da Fox, que fora engavetado seria muito bem vindo. De fato ocorreu em parte no filme “X-Men: Primeira Classe”, em que o mutante fundador da Irmandade é o fio condutor. Mas ele merece um filme inteiramente solo. Um filme do doutor Victor Von Doom podria redimir, de certa forma a franquia Quarteto Fantástico. Quem ganha com isso é o público, que terá uma variação na fórmula de adaptação de quadrinhos. Pelo menos é o que se espera, que a dinâmica narrativa seja diversa da apresentada nos filmes de heróis, que, por mais que funcione, já começa a dar aquela sensação de deja vu. A Marvel Studios (que pertence à Disney) já se manifestou dizendo que não tem intenção de realizar filmes para adultos, ou seja, querem se manter na zona de conforto de garantir altas bilheterias com censura baixa. E dificilmente a casa do Mickey vai mudar de ideia.

VenomVillain1Vilões são personagens ricos. Basta pegar como exemplo, filmes focados neles como “Scaface” e “O Poderoso Chefão”, verdadeiros tratados cinematográficos. Essa mudança de parâmetro pode acarretar uma nova estruturação narrativa das adaptações de HQ. Com um vasto material de base em mãos, os estúdios não terão muita dificuldade.

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