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J.R. é o PROCURADO!

Com uma arma na cabeça eu começo esta resenha. Não, não estou sendo ameaçado. É assim que eu me senti ao ver O Procurado (Wanted -2008), como se eu estivesse sob constante ameaça de morte para gostar extremamente deste filme. Mesmo que o filme fosse bom ou ruim.

WantedTimur Bekmambetov (o diretor!!) é um cara que me surpreendeu e muito. Eu não havia visto nenhum de seus filmes da série Night Watch (Guardiães da Noite) e basicamente caí de cabeça neste filme, baseado nos quadrinhos de Mark Millar para a Top Cow.

O que se pode verificar no filme é uma sequência de cenas de ação muito bem elaboradas e com uma cinematografia impecável, em algo que parece uma mistura de Matrix com Kill Bill, vol.1. Ou seja, cenas de ação recheadas de efeitos especiais e muito sangue.

No filme, vemos aquilo que os resumos dos cinemas irão nos trazer. Wesley Gibson (James McAvoy de O Último Rei da Escócia) é basicamente um qualquer. Seu emprego é um lixo, sua namorada o trai com seu melhor amigo, ele está quebrado e para piorar, ele começa a ter alucinações devido ao estresse. É aí que entra Fox (Angelina Jolie), uma assassina que em pouco mais de 15 minutos de filme, já criou mais caos na cidade do que um Tiranossauro Rex.

Vemos que Wesley é na verdade o filho de um assassino, morto há dois dias e não desde que ele era pequeno e a irmandade de assassinos que Fox participa, quer que ele se una a eles para vingar a morte de seu pai. Basicamente é isso que vocês leitores que odeiam spoilers precisam saber da história até agora.

Daí em diante, vemos um treinamento físico, técnico e psicológico de Wesley, ao ponto dele começar a se perguntar se aquilo tudo era algum tipo de brincadeira sendo aplicada nele. A história é o ponto baixo do filme. Infelizmente os roteiristas Michael Brandt e Derek Haas resolveram não querer erguer seus olhos aos céus e ficaram muito centralizados em questões simplórias e esqueceram de desenvolver melhor alguns dos personagens mais legais do filme.

WantedMorgan Freeman faz o que pode no papel de Sloan, o líder da fraternidade de assassinos, mas o papel é mal escrito e algumas frases saem da sua boca um tanto quanto fora de contexto, tanto de momento quanto na personalidade do personagem. É como se ele fosse bi-polar. A mesma coisa ocorre com os personagens de Angelina Jolie e James McAvoy. Este último, por ser o principal, bem menos, mas ainda assim ocorrem coisas que me fazem relembrar, dolorosamente de uma certa cena ridícula de Guerra nas Estrelas III quando de uma hora para outra Anakin resolve se tornar “du mal” (Maquiagem!! Carrega na sombra que ele agora é do mal!!!).

A trilha sonora de Danny Elfman, muito mais roqueira do que de costume, é um atrativo à parte e tem de ser apreciada com moderação sob pena de procurarmos uma arma e começarmos a querer atirar em curva em nossos chefes.

Simplificando a coisa toda, O Procurado é uma ótima diversão para aqueles que gostam de cenas de ação, diálogos simples e a profundidade de uma piscina infantil na história. Até mesmo a reviravolta (uma sótá?!) que ocorre é previsível e o final também é assim, mas nada impede que em pouco menos de duas horas nos divertamos a vontade.

Bem, podem ir, quero falar rapidamente dos spoilers aqui.
Pronto? Já foram? Olha lá hein?! Eu avisei!

Meu grande problema com esse filme é a falta de profundidade, isso eu já disse. Não ia querer uma narração Shakespeariana, mas, pelamordedeus, pelo menos expliquem melhor a motivação da fraternidade e seu maldito tear do destino!! De onde veio essa biboca e como ela funciona? Outra coisa, usar o velho argumento do vilão ser seu pai, me lembra, de novo, Guerra Nas Estrelas!

WantedLuke, eu sou seu pai!!

E lá vai o herói começar a ficar puto com o mundo e querer explodir tudo. Nosso herói não é um herói no melhor sentido da palavra. Sua instrutora acaba se matando por ele, que nem um certo filme de, adivinhem só, Guerra nas Estrelas!!! Por acaso os roteiristas não sabiam como matar a Angelina Jolie? E outra, ela tinha que se matar pelo James McAvoy? Fala sério! Espero que no segundo filme haja um pouco mais de informação ao público, especialmente para aqueles que querem entender a história e não simplesmente cair de para-quedas no meio de um tiroteio sanguinolento e em câmera lenta!

J.R. Dib

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