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Liam Neeson passa por maus bocados no tenso “A Perseguição”

O ator irlandês Liam Neeson, indicado ao Oscar por “A Lista de Schindler”, se tornou, nos últimos anos, um improvável (e rentável) astro de filmes de ação. Graças ao sucesso inesperado do filme “Busca Implacável”, especialmente nos EUA, Neeson ganhou papéis que misturam sua “aura” de mestre (enfatizada principalmente em “Batman Begins” e “Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma”) com o de um homem que resiste a todas as dificuldades, nem que seja na marra. E, mais uma vez, é apresentada uma variação deste tipo de personagem em “A Perseguição” (“The Grey”).

O diretor Joe Carnahan, realizador do ótimo filme policial “Narc”, se reuniu novamente com o astro de seu filme anterior, a super produção “Esquadrão Classe A”, que não foi muito bem de bilheteria. Só que dessa vez, ele decidiu fazer algo bem diferente da divertida aventura baseada na famosa série de TV. Em “A Perseguição”, Neeson vive John Ottway, um oficial de segurança que trabalha com funcionários de um posto de extração de petróleo no Alasca. O grupo sofre um acidente de avião e fica perdido no meio do nada e os sobreviventes precisam lutar contra o frio extremo da região, enquanto tentam encontrar um lugar seguro. Mas o principal problema que Ottway e seus colegas terão que enfrentar é um grupo de lobos famintos e muito ferozes, que estão à espreita e prontos para o ataque.

O que mais impressiona em “A Perseguição” é a maneira que Joe Carnahan mostra os lobos, usando poucos recursos. Geralmente surgem apenas os olhos dos animais (principalmente nas cenas noturnas) e seus ataques sempre surpreendem, pegando o espectador de surpresa. Graças aos bons efeitos sonoros, a tensão gerada pelos bichos consegue manter o público atento ao que acontece na tela. Contudo, um dos pontos fracos do filme é que seu ritmo é irregular, já que, em alguns momentos, a trama desacelera para contar a história dos personagens a partir de confissões feitas por eles quando param em determinados pontos de sua jornada. Além disso, o trauma sofrido por Ottway não fica muito claro. O filme até revela que ele está sofrendo pela morte da esposa, mas não explica como ela morreu nem se, por acaso, ele teve alguma culpa nisso.

No entanto, Liam Neeson defende bem o seu personagem e mostra de forma convincente que, mesmo sendo o mais capaz de lutar contra os lobos, não é uma espécie de Super-Homem. Uma das qualidades do ator é que ele tem um jeito de ser gente como a gente e, em “A Perseguição”, ele emprega isso muito bem, especialmente nas cenas em que precisa ajudar os sobreviventes a escapar daquela situação terrível, onde poucas pessoas teriam êxito.

Enfim, “A Perseguição” não vai mudar a história do cinema. Mas é um bom filme de suspense, onde não há vilões sobrenaturais, como na maioria das produções deste tipo atualmente. Ao invés disso, utiliza bem elementos da natureza, que realmente podem causar medo para quem for assistir a produção.

[xrr rating=3,5/5]

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  1. Adorei o comentário. Não vi o filme ainda mas em “Busca Implacável” ele realmente foi bom nas cenas de ação. Pelo trailer, “A Perseguição” dá medo. É esperar e ver.

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