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Marco Ribeiro, dublador e pastor, recusou dar sua voz ao personagem gay de Sean Penn em Milk

Pastor e dublador Marco Ribeiro
Marco Ribeiro

Segundo a Folha de S. Paulo, Marco Ribeiro, dublador profissional e pastor evangélico recusou interpretar Sean Penn no filme Milk: A Voz da Igualdade pelo fato do personagem ser homossexual, algo que sem dúvida devemos chamar de preconceito. Abaixo a declaração de Marco Ribeiro ao jornal.

“Não me sentia à vontade para fazer o filme. Não tive vontade porque tenho a voz envolvida com outras questões, assim como não faço determinados comerciais.”

Marcos não alegou qualquer razão racional para ter recusado o papel e muito menos assume claramente se tratar de preconceito sexual. Mas o pior de tudo é notar que esse compromisso moral de Marcos não se aplica a violência, humor negro e outros tipos de preconceito – o dublador já interpretou o protagonista do  violento animê Yu Yu Hakusho até Jim Carrey em Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros.

Sean Penn em Milk
Sean Penn em Milk

Marco Ribeiro, 38 anos, trabalha com dublagens desde os 12 anos e sua voz pode ser facilmente reconhecida já que costuma dublar Tom Hanks, Mike Myers, Jim Carrey, Sean Penn e mais recentemente Robert Downey Jr. Como profissional já trabalhou em produções como Os Simpsons, Yu Yu Hakusho, Homem de Ferro, Austin Powers, Power Rangers, etc. É muito complicado falar de religião, mas neste infeliz caso sem dúvida podemos assumir que as convicções religiosas de Marco, pastor da igreja Assembléia de Deus, levaram a recusa neste papel, talvez o mais importante da carreira de Sean Penn e que lhe consagrou um Oscar de Melhor Ator na noite de ontem.

Marco Ribeiro fazendo pose de atirador
Marco Ribeiro fazendo pose de atirador

Agora a pergunta que eu faço é por que somente recusar dublar este ativista? Por que Marco Ribeiro não recusou o papel de Tony Stark? Por que não recusou dublar o controverso e perigoso papel de Jim Carrey em Eu, Eu Mesmo e Irene? Por que Marco Ribeiro não recusou participar de uma série controversa como Os Simpsons? E por fim, será que o pastor também irá recusar dublar Jim Carrey na comédia gay “I Love You Phillip Morris“?

Uma notícia muito triste não só para a dublagem nacional e para o brasil, mas para todas esferas da compreensão humana.

PS: O blog Gospel LGBT, dedicado aos homossexuais evangélicos, também emitiu sua opinião a respeito, vale conferir.

52 opinaram!

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  1. Se outros dubladors seguirem a atitude deste imbecil, daqui a pouco vai ter dubladora se recusando a dublar papel de puta, ou dublador se recusando a dublar traficante.

    Fala sério!

    Se o problema é dublar, eu dublo! rs

  2. Sinceramente me assustei mais em saber que existe um blog evangélico/gay…
    Esse caso me lembra com o do Chef de South Park: Sacaneava toda religião, quando veio a vez da cientologia se demitiu…

    • E o que me lembra o episódio em seguida sacaneando o ocorrido em que o Chef fala usando montagens de trechos de outros episódios, culminando com o video “This is what the Super Adventure Club actually believes”.

  3. Concordo com o Sam inteiramente. O que mais me incomoda é esse babaca se dizer um artista, qdo além de preconceituoso, não vincula seu nome a verdadeira obras artisticas. Sendo um pastor, deveria mais que todos ter a intenção de fazer a tua voz espalhar boa cultura e boas ações como exemplo para melhorar este mundo. O filme MILK não é somente sobre os gays e sim sobre um ativista politico que abraçou as causas das minorias (negros, orientais, mulheres, gays). Como um artista, fico estremamente decepcionado que este idiota ganhe dinheiro com nossa arte. Principalmente utilizar dela pra divulgar a sua igreja. Continue dublando O MEMBRO DE OURO e pregando que tem Filhos de Deus que merecem o Céu mais que outros.
    HIPÓCRITA!!!!!!!

  4. Foi uma decisão mercadológica, e não de “princípios” ou foro religioso. O pastor julgou que teria menos rebanho se fizesse o trabalho. Ah, se os tais fiéis assistissem (ou entendessem) o humor fino dos Simpsons… Tô lembrando aqui de uma frase clássica do Flanders: “- Senhor Deus, por que me fizeste isso? eu sigo direitinho a Bíblia: até aquelas partes que se contradizem umas às outras…”
    Ué, dessa série você participa, caro pastor? Pior: como um dos diretores de dublagem! Mais: ele já dublou o viadíssimo do Waylon Smithers na série, além do próprio Flanders! Por que isso o senhor pôde fazer, meu caro? Ah, já sei: ali vc estava protegido contra reconhecimentos… longe do olhar de Deus… quer dizer.. do Deus Mercado de Trabalho… Imagem de Bom Pastor…

    Os vendilhões não são (nem serão) mais expulsos do templo, pois eles o compraram.

  5. Só porque vc não gosta de determinada atitude ou comportamento, não significa preconceito.

    Vc pode não gostar, mas tem que respeitar.

    Acho que essa polemica toda é só pelo fato do dublador ser pastor evangélico.

  6. Eu não respeito um idiota que deixa de dublar ou representar um papel de um personagem só porque ele é gay. Não me importa se ele é pastor evangélico ou vendedor de pastel no calçadão. Tem que ser bem idiota para aceitar se vincular a Austin Powers e não a uma figura pública que foi um dos principais defensores dos direitos daqueles deixados de lado pelas leis e sociedade.

    O que eu posso dizer a todos que lêem esse site é apenas uma coisa: Ignorem um idiota desses e seus princípios “morais”, afinal de contas, ele só vai atrair atenção para si, e é isso o que ele quer.

  7. Esqueçamos religião. Eu veria também pelo lado machista que a maior parte dos homens têm. É muito fácil julgar, no caso dele, que também é pastor. E levanta-se uma outra questão: não seria preconceito religioso acusar o dublador, sendo que nem o próprio revelou seus motivos de recusa? Questões culturais, éticas e religiosas nem sempre dá pra discutir, mas dá pra respeitar.

    Beijos

  8. Penso que o artigo denota uma perigosa polícia do politicamente correto.

    Quer dizer então que, por questão de consciência e convicção pessoal um profissional não pode recusar um trabalho? Por acaso ele ofendeu alguém, discriminou, incitou ódio? NÃO! Ele só recusou a oferta.

    Além disso, uma pessoa tem direito a ter a convicção que quiser, desde que não atente contra as regras de uma sociedade democrática e livre. Ou por acaso alguém é OBRIGADO a aceitar um comportamento sexual sob o risco de ser xingado, hostilizado e ridicularizado pela patrulha do politicamente correto?

    Sinceramente, eu não vejo razão nenhuma nessa intolerância dos tolerantes.

    • Oi Diego logo na sua segunda frase você já disse tudo:

      “Por acaso ele ofendeu alguém, discriminou, incitou ódio?”

      Ao meu ver a resposta é sim, ele discriminou e com essa atitude pública fomentou ódio e preconceito 🙁

    • Olá, Camino.
      Penso o seguinte:
      – a atitude não foi pública, foi uma decisão pessoal profissional, tornada pública por quem, obviamente, não gostou;
      – mesmo tornada pública, devemos considerar que toda atitude que tomamos será motivo de geração de ofensa e ódio por quem não concordar com ela?
      – o fato de ele não concordar com um comportamento (homossexualismo) de forma alguma significa que ele odeie, discrimine ou despreze alguém por ter essa opção sexual. Com tantas diferenças entre nós, humanos, o que seria da convivência se não soubéssemos amar em detrimento das discordâncias? E seguindo o raciocínio, o que ocorreria se todos nós fôssemos obrigados a relativizar nossas convicções porque os discordantes se sentem ofendidos?

    • Concordo completamente com você!
      Perfeita a sua colocação. É tudo o que eu quis dizer e não consegui de forma tão clara e objetiva como você fez agora.

      Parabéns pelo seu pensamento!

  9. O que mais me chocou nessa notícia foi isso: “Gospel LGBT, dedicado aos homossexuais evangélicos”. É a mesma coisa dos neonazistas judeus, dos negros da Ku Klux Klan e dos homofóbicos gays: identificação com o agressor. Masoquismo moral! PQP! Essa não entendo mesmo…

    Só para sentirem o clima do que o cristianismo prega contra os gays, olha o pensamento de um pastor evangélico americano sobre o tema:

    Brian Schwertley (http://www.monergismo.com/textos/homossexualismo/homossexualismo_schwertley.htm) diz que a condenação bíblica da homossexualidade é muito clara e bastante forte. Deus disse que o homossexualismo é uma “abominação”; o que significa que Deus aborrece, odeia e detesta completamente o comportamento homossexual. O Antigo Testamento ensina que as pessoas que são condenadas pelo crime de se envolver em um procedimento homossexual deve ser mortas (Lev. 18:22, 20:13).

    O Rev. Angus Stewart cita que o Levítico 20:13 (“Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles”) exigia a pena de morte para a homossexualidade em Israel (Veja também Levítico 18:22, 29). Similar ao exemplo de incesto, o Novo Testamento não exige a pena de morte para os homossexuais. Havia homossexuais convertidos na igreja de Corinto (1Coríntios 6:9-11)! A
    execução dos homossexuais em Israel (a igreja do Antigo Testamento) é equivalente à excomunhão na igreja do Novo Testamento. Assim, é uma contradição de termos falar de membros ou oficiais da igreja gays, ou falar de cristãos gays. Assim, qualquer igreja que recebe ou tolera homossexuais impenitentes como membros é, portanto, uma igreja falsa em rebelião à vontade de Cristo.

    Voltando a Brian Schwertley, ele diz que alguns apologistas do homossexualismo argumentam que a lei de Deus condena somente a prostituição ritual masculina. Eles argumentam que o moderno homossexualismo não tem nada a ver com o homossexualismo pagão e idólatra praticado nos tempos antigos. Deus claramente condena a prostituição masculina e os ritos culticos de fertilidade associados a ela; Deuteronômio 23:17-18 se aplica à prostituição cultica. Mas Levítico 18:22 e 20:13 não mencionam a prostituição cultica em lugar algum. “se um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher, ambos cometeram abominação. Devem ser mortos. Seu sangue cairá sobre eles” (Lev. 20:13).

    Para Brian Schwertley, a tentativa de consolidar todas as proibições contra o homossexualismo dentro de algo que somente concorde com a antiga prostituição cultica revela um óbvio viés pró-homossexual por parte destes intérpretes. Eles forçam o texto bíblico à um molde pró-homossexual. Eles estão sendo desonestos com a clara intenção da Palavra de Deus. Eles estão lendo suas próprias pressuposições pró-homossexuais na lei de Deus. É ilegítimo condensar três proibições distintas (Lev. 18:22, 20:13; Dt. 23:17-18) em apenas uma. Interpretes pró-homossexuais sabem disto mas não se importam, porque eles não estão interessados na verdade; eles estão interessados somente em justificar seu comportamento mau e pervertido. Além disso, sua interpretação pode ser usada para justificar a relação sexual com ovelhas e cabras, porque a bestialidade também era parte dos ritos culticos de fertilidade. Não se engane, diz Brian Schwertley . Deus é contra o homossexualismo em todas as suas formas, tanto ritual quando pessoal. Os argumentos em favor do homossexualismo são nada mais que lamentáveis desculpas para um comportamento que Deus condena e irá claramente julgar. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais , nem somoditas , nem ladrões, avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Cor. 6:9-10). Homossexualismo foi condenado por Deus, séculos antes da chegada da lei (e.g., Gen. 19). Ele é explicitamente condenado pela lei de Deus (Lev. 18:22, 20:13). Como será mostrado, ele é também claramente condenado no Novo Testamento pelo apóstolo Paulo.

    Brian Schwertley diz que o Novo Testamento concorda com, e confirma, a condenação do Velho Testamento da homossexualidade. Alguma passagem da Bíblia pode ser mais clara na condenação do homossexualismo do que a afirmação de Paulo encontrada no primeiro capítulo de Romanos: “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e adoraram e serviram a criatura mais do que o Criador, o qual é bendito eternamente. Amém. Por essa razão Deus os entregou a paixões infames. Pois até mesmo as mulheres mudaram o modo natural pelo que é contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, homens com homens cometendo o que é torpe, e recebendo em si mesmos a penalidade devida pelo seu erro. E por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes… os quais, sabendo do justo juízo de Deus, de que aqueles que praticam tais coisas são passíveis de morte, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Rom. 1:24-28,32).

    Brian Schwertley afirma que os defensores do comportamento homossexual tentam driblar Romanos 1 alegando que Paulo estava condenando somente a luxúria e promiscuidade homossexual e não as amáveis e monogâmicas relações homossexuais. O problema com essa interpretação pró-homossexual é que Paulo nem sequer sugere tal idéia no texto. Essa idéia, que era pra estar no texto, claramente não está lá. Paulo era um expert em complexos problemas éticos. Sua condenação abrange todas as formas de comportamento homossexual: seja promiscuo, seja monogâmico. Se a homossexualidade é permissível sob certas condições, então a mentira, assassinato, difamação, e outros pecados listados por Paulo também são permitidos sob certas condições? Poderia um apologista do homossexualismo argumentar que o sexo com cabras e ovelhas é permitido desde que o relacionamento seja amoroso e monogâmico? O desejo homossexual está condenado dentro de Romanos 1:24, 26, 27. O profeta Isaías disse que o arrependimento de alguém deve ser estendido aos “pensamentos” e aos “caminhos” (Is. 55:7). Uma vez que a Bíblia condena os desejos e atos pecaminosos, não pode existir tal coisa como um cristão homossexual – ou um cristão assassino ou um cristão ladrão. Se um homossexual se torna um cristão, ele deve deixar de lado tanto atos quanto pensamentos homossexuais; portanto, quando se torna um cristão, ele deixa de ser um homossexual. Ele deve ainda às vezes ser tentado mas ele se recusa a abrigar, a flertar com, e a cometer tais ações abomináveis. “Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é digno de honra, tudo o que é justo, todo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se algum louvor existe; pense sobre estas coisas” (Fl. 4:8). “Não devemos cobiçar as coisas más, como eles também cobiçaram” (1 Cor. 10:6).

  10. Misturar religião e trabalho não da. E q religião!

    Acho ate um boa ter um grupo GLBTEvangélico, apesar de ser muito estranho. Entrando no site oficial percebe-se q eles só querem um espaço ao sol, infelizmente individuos da sua religião q são totalmente desprovidos de capacidade mental eh q sao cegos e alienados seguidores de uma doutrina xexelenta e preconceituosa.

    • Qual o seu problema com a religião dele? Aliás, o que vc tem haver com isso?
      Cada um tem a religião que quiser e bem entender e não deve ser discutido! Muito menos, criticado por isso.
      E sim a Bíblia diz que homossexualismo é uma abominação.

  11. Faz todo o sentido o cara não querer dar voz a um personagem gay, mas dar voz a um atirador, pessoas de mal carater e talz.
    Afinal é muito melhor um mundo com gente se matando do que com meninos se beijando não acham? Eca!
    -ironia-
    Fala sério… amar as pessoas pelo jeito delas inves de amar pelo que elas tem entre as pernas? Credo! É muito melhor matar geral com uma uzi <3 muito mais bunitinho ver sangue jorrando da testa de alguém do que dois caras -ou garotas- trocando saliva!

  12. Concordo com a Plum, faz todo sentido do mundo fazer papéis violentos e não fazer papéis com uma importancia fundamental para o nosso mundo, como o grande Harvey Milk.
    afinal, definitivamente o Tony Stark mudou muito o nosso mundo (y)
    boicote as dublagens desse ser acéfalo já!
    ;D

    • Pra mim esse harvey Milk não fez nada de especial. Cada um com sua concepção. Assim como ele expôs sua identidade e opinião. Outros tem direito de fazer o mesmo, só que quem o faz se torna acéfalo.

    • “Pra mim esse harvey Milk não fez nada de especial.”

      ao meu ver, ele derrubou muitas barreiras do preconceito nos estados unidos, deu esperança a muitos jovens gays que achavam que estavam destinados a morrer na solidão e infelicidade, e, alem de ser o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo importante, também ajudou muito na aprovação da lei que proibe qualquer tipo de discriminação contra homossexuais.
      se isso não é nada de especial, não sei o que é.

    • Mais uma vez. Para MIM, ou para minha classe, ou para minha comunidade, ou para meu grupo, minha sociedade, para MIM, ele não fez nada de especial!
      Se vc faz parte do grupo por ele ajudado, ótimo pra vc!

    • Ele não mudou meu mundo. Não tirou a violência.
      E agora, só está aumentando o preconceito religioso.
      Nunca fui homofóbica, mas se continuar nesse pé vou acabar me tornando uma.

  13. Sendo direto: Direito dele.

    Não creio que seja “preconceito”, ainda mais, porque o uso da palavra é errado. Sendo um homem de 38 anos, Pastor Evangélico (O que, hoje em dia, é curso universitário de Teologia), dificilmente ele não tem um conceito formado para ser PRÉ-CONCEITO.

    O Problema é que direito é uma vida de mão dupla que todo mundo parece esquecer. Se ha blogs GLBTs, ONGs e o que for, direito dos Homossexuais; mas o mesmo direito que os rege também ampara quem não concorda, pelos mais díspares motivos possíveis; sendo religião um deles.

    Querem ser respeitados? Respeitem. Ele não agrediu ninguém, não ofendeu ninguém e nem levantou uma bandeira com os dizeres: “MORTE A TODOS OS HOMOSSEXUAIS DO MUNDO“. Ele recusou um papel, direito dele. Quem atacar, criar caso, ofender o profissional, vai estar apenas agindo como as pessoas que dizem combater: OS INTOLERANTES.

    A proposito: A imagem dele “Fazendo pose de atirador” foi feita a pedido da revista HENSHIN, hoje site. Pelo visto, tiraram a imagem do personagem YUSUKE URAMESHI que estava ao lado do dublador, fazendo contraponto por conta do golpe LEIGUN, que é aplicado com o DEDO.. Foi bem Proposital terem editado a imagem, não é?

    Se querem respeito, aprendam a respeitar. Um ser humano pode tranquilamente não apoiar o homossexualismo pelos motivos que quiser. Desde que ele não ofenda ninguém, agrida ninguém ou faça apologia à violencia, ele é amparado por LEI. Ou querem mudar a lei para que, quem não concorde com o Homossexualismo seja taxado como errado, sofra sanções e seja preso?

    Quem está sendo intolerante aqui?

    Quem está sendo preconceituoso aqui?

    Crescam.

    • Hiyuuga sinceramente essa sua argumentação não me convence, inclusive acho seu ponto de vista bastante primário e assim ridicularmente infantil. Se alguém defende a discriminação racial então tá certo né? É o direito irrevogável da pessoa ser babaca?

      A gente não vive numa utopia individualista e sim numa sociedade, se você olhar o termo da palavra no dicionário pode ser que entenda o significado disso. Chega até a ser ridículo ter que rebater uma pessoa que acha que pré-conceito é a mesma coisa que preconceito e que o fato da pessoa ter sido doutrinada numa formação polêmica lhe dá qualquer propriedade para discutir este tipo de questão, acredito inclusive pelos exemplos noticiados que seja justamente o contrário.

      E já que você fez algumas recomendações finais lhe proponho também uma última consideração: cresça e aprenda a se politizar, os gregos “inventaram” a discussão pública faz mais de dois mil anos camarada.

      PS: Quanto a imagem ninguém alterou nada, encontrei-a na web e achei que condizia com o artigo, querendo ou não ele está fazendo uma pose de tiro.

    • Quer dizer, ninguém mais tem liberdade de dizer, ou recusar qualquer coisa referente a esse assunto? Porque é assim que eu me sinto lendo como vcs estão tratando esse caso.
      Mesmo se eu por motivos meus ou qualquer motivo, não concorde com algo eu tenho que fazer porque vivemos em uma sociedade. Ou seja negamos completamente o nosso direito de expressão ou de recusar ou não algo, porque estamos sofrendo uma imposição de que devemos aceitar o homossexualismo e não só aceitar, mas ficarmos completamente quietos a qualquer respeito, aturar pessoas que quando fazem suas paradas na minha cidade insultam, xingam e fazem coisas horríveis a qualquer pessoa só porque está com uma bíblia na mão!

      Eles podem! Pessoas com suas questões não podem? Isso é preconceito tbm, ou não?! Não há diferença.

      Justamente, os gregos “inventaram” a discussão pública. Onde todos tinham “teoricamente” a oportunidade de expor sua opinião. O que está sendo feito no artigo é o contrário. É não aceitar a opinião dos outros, ou melhor, é julgar um fato pelo simples fato dele ser pastor!

  14. Sério! A palhaçada é de vcs que criticam uma opinião. Ele com certeza recusou outros trabalhos antes por diversos motivos, que só porque não eram relacionados a homossexualismo não foram ao ar.
    Quer dizer, que se eu fosse atriz em e recusasse a interpretar um papel de homossexual eu sou homofóbica? E se eu me recusasse a interpretar o papel de prostituta eu sou preconceituosa?
    Quer dizer que todos são OBRIGADOS a aceitar algo? Somos obrigados a aceitar, mas isso nã oquer dizer que nós somos obrigados a nos violentar a certas coisas em prol de algo que por qualquer motivo não concordamos.

    Eu não sou homofóbica. Conheço pessoas que são gays, só que eu não vou ser porque eles são! Ou não vou propaganda. Ser homofóbico é uma coisa, não concordar com isso é outra.
    Se ele não se sente bem fazendo isso, por religião, por princípios, qualquer coisa, é problema dele! Ninguém sabe o real motivo e só cogita porque ele é pastor!

    Quer dizer, que é obrigatório agora apoiar a causa? Mesmo não concordamos? Não existe liberdade de expressão? Não existe mais direito? Já não temos direito de escolher o que se ver na televisão, agora não temos mais direito de recusar qualquer outra coisa que as pessoas se sentem mal?

    Palhaçada, babaquice ou qualquer coisa do gênero é o que vcs estão falando ou julgando.

  15. Ele nã ose expôs. Ele só recusou algo!
    Direito dele!
    O problema são as pessoas quererem dar pitacos na profissão e vida dos outros. Ou melhor julgar só por causa dele ser de uma determinada religião. Estamos voltando ao tempo de preconceito religioso – que sempre existiu, mas agora em prol de uma parcela da sociedade – outra acaba sendo injustiçada por não concordar devido a princípios que nã o dizem direito a ninguém.

    • Ok então, em nome da liberdade temos que aceitar ações de assassinos, psicopatas, homofóbicos? Ninguém aqui está se valendo de preconceito para a religião do cidadão, está notícia ao meu ver é justamente uma denúncia a atitude preconceituosa e contraditória da pessoal em questão.

      Afinal como explicar o fato da crença desta pessoa só se fazer valer neste caso? Será que o pastor largou a dublagem dos Simpsons? Será que ele também vai deixar de dublar o Homem de Ferro 2? Isso que é estranho….

  16. Eu o apóio… tbm não dublaria… ninguém é obrigado a fazer o que não quiser. O pior é que os gays não respeitam os heteros, eles querem que nós aceitemos goela abaixo o homossexualismo. Hipócritas! Logo vcs que falam tanto em respeito…. respeitem a decisão dele, oras….. Nos respeitem primeiro que respeitaremos vcs…. Eu hem…. Go Marco! I’m your fan!!!!

  17. é isto
    quando religião entra no meio
    é isto que dá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    a decisão do cara foi pessoal
    por isto precisa ser respeitada
    mais se ele já dublou outras coisas”seculares” e “mundanas” sabendo
    ai é hipocrisia.
    ou se não sabia era obrigação dele como tradutor saber(pra depois não reclamar)
    e notado a implicância de grupos fundamentalistas cristãos com
    quadrinhos, cinema, manga etc

  18. o homossexualismo não é uma coisa de deus,mas eu não vejo porque ele deixar de dublar uma pessoa apenas pelo fato de ela interpretar um personagem homossexual no cinema.afinal de contas,o preconceito também não é uma coisa de deus.

  19. Eu acompanho o Ambrosia há algum tempo mas nunca havia postado aqui. No entanto, esse tópico simplesmente não condiz com a qualidade das resenhas e das opiniões veiculadas no site.

    Em primeiro lugar, o post é completamente tendencioso, vinculando a opção do dublador ao fato dele ser pastor evangélico, seguindo a linha editorial da Folha de São Paulo. Só esse fato já desmerece todo o apresentado, visto que a relação entre tais fatos não está confirmada (na verdade, acredito ser possível, inclusive, se interpretar os fatos de modo completamente diferente). Mesmo que esteja confirmada, o próprio dublador foi muito educado e reservado ao expor suas razões, não fazendo qualquer menção à homossexualidade da personagem.

    Isso nos leva a um segundo ponto, independente do primeiro: nossa sociedade atual deve estar pautada na tolerância e não na aceitação, pura e simplesmente. É possível medir a tolerância de maneira suficientemente objetiva, enquanto a aceitação é impossível de se avaliar objetivamente, visto que “aceitação” pressupõe “concordância” ou “discordância”, fatores subjetivos por natureza. CASO O DUBLADOR TENHA SE RECUSADO A DUBLAR O SEAN PENN POR MOTIVOS RELIGIOSOS, ele se expressou de modo extremamente tolerante. De maneira diametralmente oposta se portou, diga-se, o criador do post e 90% dos que comentaram, que se esconderam por trás de sua “tolerância sexual” para extravasar sua intolerância religiosa.

    Qual o problema de alguém dublar um personagem de Yu Yu Hakusho, o Tony Stark e não um homossexual, por motivos de foro íntimo? Qual o interesse em desmerecer a opção do dublador ao colocá-lo como intolerante, preconceituoso, como o protagonista de uma “notícia muito triste para todas as esferas da compreensão humana”? Quem somos nós para julgarmos as motivações de outro ser humano, tão falível e virtuoso quanto nós mesmos?

    Eu tenho minhas suspeitas com relação ao “animus” da notícia veiculada pela Folha de São Paulo, ainda mais no contexto nacional. O que eu não suspeitava, no entanto, era a reprodução acrítica de tais informações neste blog, tão crítico e, por isso mesmo, tão inteligente e interessante.

    Os mais hipócritas são os que atribuem hipocrisia a indivíduos cujas indiossincrasias diferem das suas próprias. Vocês (os que se manifestaram nesse sentido, por favor), que destilam intolerância religiosa para defender tolerância quanto à opção sexual, infelizmente estão fazendo um grande desserviço aos seus próprios objetivos (que eu presumo que seja a criação de uma sociedade justa, igualitária e tolerante. Se tais objetivos envolverem o completo desrespeito à liberdade religiosa, os senhores estão certos).

    Eu, no entanto, admito que o maior hipócrita daqui devo ser eu. Estou defendendo um ponto de vista que me parece médio e contextualizado, através da tolerância religiosa, sexual e do respeito às opções e à liberdade de (não) expressão do dublador, enquanto posso estar agindo de maneira oposta fora dessas frias linhas de um comentário-de-post-de-blog-da-internet. Vou desligar aqui e rever alguns dos meus conceitos. Como hipócrita que sou, sugiro que os(as) senhores(as) façam o mesmo.

  20. esse cara só pode ser doente,pq tenho certeza que qualquer filme do Austin Powers é muito mais controverso que o Milk.
    Realmente não podemos dar mais publicidade para esse maluco.

  21. Pessoal o cara é um profissional e tem todo direito de aceitar o trabalho que lhe convém, fica todos julgando o Marco sem conhece-lo só pelo fato dele ser Pastor, vocês julgam o cara de preconceituoso e o que vcs estão fazendo aqui ?! julgando tambem com preconceito só pelo fato dele ser Pastor.
    Somos um pais livre ! e cada um tem o direito de se expressar e opinar sobre determinado fato, assunto e etc…

  22. Ele é um profissional como qualquer outro e pode aceitar ou não um papel como qualquer outro profissional, na verdade o preconceito é sim com ele por ser um pastor evangélico, se ele não fosse pastor e não tivesse aceitado o papel, está notícia nem seria citada.
    Site totalmente parcial e sensacionalista.

  23. Tá, entendi, agora: então nesse mundo moderno dizer não não é uma opção. E se além de dizer não você for evangélico. É claro que você é um imundo preconceituoso, mas falar mal da religião do cara é de boa e xingar o cara é só liberdade de expressão. Mas se fosse um ativista gay que se recusasse a dublar um personagem evangélico seria somente afirmação, se fosse um budista que não quisesse dublar um ativista seria estranho e até engraçado, mas sendo um evangélico devemos massacrá-lo. Isso é bem democrático. Vamos marcar o dia do linchamento desse xibungo. Morte aos que dizem não, porque quem não diz sim não merece viver!

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