Ambrosia Filmes O Último Mestre do Ar, um exemplo de como não se fazer cinema

O Último Mestre do Ar, um exemplo de como não se fazer cinema

Se não fosse pelo original A Origem, diria que Hollywood sofre com o desfalque de mentes criativas, já que atualmente tudo é adaptado para o cinema. Desenhos, animes, livros, jogos, até mesmo a origem de um site de relacionamento. Mas pegar uma história de um desenho animado e colocar num filme de aproximadamente duas horas é muito fácil na teoria e ao colocá-la em prática, ainda tendo que inserir um toque pessoal, depende muito da competência do profissional.

O Último Mestre do Ar, novo filme de M. Night Shyamalan e baseado no desenho da Nickelodeon, Avatar: The Last Airbender, prova que nem mesmo uma história boa consegue salvar uma produção que estava fadada à catastrófe.

Antes de entrar no mérito do filme, gostaria de deixar claro que nunca concordei com esse nome traduzido pois o desenho ficou conhecido no Brasil como Avatar: A Lenda Aang então qual o motivo de um novo título que não remete ao desenho? Até compreendo que tiraram Avatar do título por causa da obra de James Cameron, mas não poderiam ter mantido simplesmente A Lenda de Aang?

O desenho passa-se em um mundo fictício influenciado pelas artes marciais e cultura asiática, especialmente o kung fu e mescladas às magias elementais e mitologia chinesa. A história fala sobre Aang, o último sucessor de uma longa linhagem de Avatares, que com a ajuda de seus amigos Sokka e Katara, deve dominar todos os quatro elementos para salvarem o mundo da Nação do Fogo, que tem como objetivo o domínio de todas as terras.

O filme é exatamente igual ao desenho e conta toda a história da primeira temporada. As cenas foram montadas a partir do desenho, dando a entender que alguém não quis ter trabalho. O vídeo abaixo exemplifica o que quero dizer.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hHbfRXJ5m3M[/youtube]

Outro detalhe extremamente irritante são os diálogo,s pois são todos muito clichê e autoexplicativos. Por exemplo, se a vovó pega o pergaminho e vai falar do mundo espiritual, não preciso que a menina pergunte o que é, já que a explicação virá a seguir.

Além disso, as atuações são tão medíocres que quase chorei sangue com tamanho despreparo por parte da garotada que está no filme, simplesmente não há paixão e entrega por parte dos atores aos personagens, são superficiais e alguns fazem a mesma cara para expressar emoções diferentes, como o ator Dev Patel que ficou conhecido pelo filme Quem quer ser um Milionário e na tela faz um Príncipe Zuko apático, sem a fúria e o rancor que o personagem carrega, mais parecendo uma criança pirracenta que levou uma bronca do pai e com uma cicatriz que mal dá para perceber.

Após tantos pontos negativos há algo de bom nesse filme? Não, Shyamalan, que é produtor, roterista e diretor do longa consegue acabar com a história tão bem produzida por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko (os produtores da série animada), além de arremessar sua carreira ao fundo do poço e proporcionar o pior filme de 2010.

Dos seis filmes do diretor que ganharam destaque, assisti a quatro e como a jornalista Isabela Boscov na crítica da Veja menciona, “é raro um cineasta que começa muito bem terminar muito mal – e inédito que um declínio se mostre tão acentuado…”, e com razão pois hoje em dia quando se falam do novo filme do cineasta não espero nada que se supere, já prevejo um filme ruim e ter esse tipo de expectativa em torno do seu trabalho não é bom.

A jornalista ainda compara os cenários com carros alegóricos e fui obrigado a concordar, em dado momento do filme só faltou a Globeleza sambando nua no meio daquela cidade no gelo. No entanto, o mais surpreendente é constatar que um estúdio assinou um contrato para três filmes na inocência que numa temporada com filmes como Toy Story 3, Meu Malvado Favorito e A Origem alguém vai realmente assistir ao trabalho de M. Night Shyamalan.

No final das contas nem mesmo a lenda de Aang consegue salvar o trabalho pífio de Shyamalan, que deveria juntar o resto de dignidade que tem (que não é muita) e desaparecer. Há, porém, uma luz no fim do túnel para os fãs da série . Os produtores do desenho já estão trabalhando em uma continuação do desenho que se passará 70 anos após o término do livro 3, intitulado de A Lenda de Korra. Teremos desta vez uma menina como Avatar.

39 Comentários

  1. eu adorei o desenho e adorei o filme e ñ toh nem ai pra oke esses bando de retardado fika criticando do filme
    e espero ke saia logo o filme dois e jah ke vcs naum gostaram do filme um nem precisa gastar seu dinheiro comprando o filme ou assistindo no cinema “fikem na sua”

  2. Afs. Filme ridiculo como o cara fais um filme desses,tenso pra carai

    porra o tio do Zucko é Gordo e no Filme È só a titela, meu Deus,

    Próximo Filme espero que seja melhor pq esse ai Dueu Até o Olho !!

  3. Quando a ideia de um filme sobre o desenho surgiu eu fiquei muito empolgada e ansiosa para assistir. Acompanhei postes e vídeos. Quando eu descobri os atores que fariam os personagens eu disse: “Não pode ser!..” . Achei uma tremenda infidelidade ao desenho. A vida do desenho é o Aang, uma criança com uma tremenda responsabilidade nas costas e mesmo assim alegre e animado. Escolheram no filme um rapazinho totalmente sem vida, com cara de boi morto para fazer o papel do Aang! Meu personagem favorito cheio de graça e conflitos não existe nesse filme!
    Sem falar do resto! Que Katara era aquela? Uma pirralha! Ela deveria ser o equilíbrio da turma! E o Sokka? Que ator é aquele? Aff.. do Zuko nem quero comentar!
    Nota 0

  4. acho nada disto o filme e perfeito, e acho que deveria continuar com a serie, se este diretor nao gostou, nos gostamos e muito. que dia vai lançar o proximo filme dele.
    favor da o parecer….

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