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“País do Desejo” não vai além da vontade de dizer algo que valha

A cada avanço, uns dois retrocessos. E assim caminha nosso cinema. O mesmo defeito da pretensão aliada a falta de bons roteiristas, fazem com que constantemente nos deparemos com filmes que não justificam sua razão de ser, dentro de um cenário já tão apático artisticamente. País do Desejo, do mesmo diretor do faladíssimo Baile Perfumado, Paulo Caldas, explicita bem essa realidade.

Fábio Assunção interpreta um padre numa cidade pequena (banhada de clichês) que se apaixona pela pianista (vivida por Maria Padilha) que é vítima de doença renal crônica. Dá-se assim um romance proibido, numa trama (!) que se pretende criticar a Igreja, resvalando para a influência desta sobre o lugar e a família do protagonista.

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O roteiro não é o único, mas o principal grande problema do longa. Trata-se de uma história com muitas pretensões e ideias (algumas até bem interessantes do ponto de vista discursivo), mas o resultado é um melodrama banal, que vemos diariamente nas novelas, com talentos desperdiçados (descobrir qual a função dramática de Gabriel Braga Nunes no filme é o que me pergunto até agora) e subtramas que se “apresentam e desenvolvem” com superficialidade e sem uma convergência lógica de um roteiro minimamente alinhavado.

Emblemático mesmo é o nome escolhido para a produção: nem se justifica como metáfora, muito menos como sentido figurado.

[xrr rating=1,5/5]

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