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Rango (2011)

Olá a todos. O meu nome é Fernanda Robusti, faço faculdade de Cinema e vou começar a publicar textos relativos área cinematográfica em geral aqui no Ambrosia.

Rango (2011) é a história de um camaleão de estimação perdido no meio do deserto onde encontra uma cidade que necessita de um sherife. Gore Verbinski é o diretor e John Logan o roteirista e Jonnhy Depp interpreta o personagem principal. Meu primeiro contato com o filme foi com esse teaser.

O teaser deu uma impressão de que o filme iria ser uma comédia e também seria um filme bem agitado, daqueles de não parar de gargalhar. Como todo bom teaser, me vendeu toda essa idéia e me fez ir ao cinema. Para falar a verdade, vendo o teaser de novo e de novo, eu gosto muito mais da proposta dele do que a do próprio filme em si.

Rango é uma parceria da Nickelodeon Movies com a Paramount. A Nickelodeon tem costume em investir e produzir roteiros infantis que são, de fato, feitos somente para o público infantil. As Crônicas de Spiderwick (2008) e Um Hotel Bom Pra Cachorro (2009), são exemplos, além da produtora utilizar desenhos da própria marca para fazer longas como Bob Esponja ou Jimmy Neutron. Dessa vez a Nickelodeon faz Rango, que é um filme para todas as idades.

O drama predomina, tornando-o um filme denso e sério, embasado pelo espírito de equipe, solidariedade e principalmente pela crise existencial do protagonista. Mesmo assim, o filme ainda é consegue ser muito cômico e engraçado, com os trejeitos do camaleão, com as excelentes trilhas sonoras e, principalmente, com a banda de corujas mexicanas que acompanha sempre a jornada do protagonista.

A fotografia de Rango é muito bem produzida, o estúdio Industrial Light & Magic (ILM) estréia com uma animação bem executada, os movimentos dos personagens, as sombras e texturas de todos os bichos, escamas, peles e penas são visíveis e muito bem feitos. Antes de Rango se encontrar com o Espírito do Oeste há um flash de luz que é bem incômodo ao público. É a hora do acordar para o protagonista que é igualmente incômodo, o que ficou bem interessante de se colocar no filme.

Rango tem um bom ritmo e conduz bem o espectador preso nas ações até o clímax porém, depois há um pequeno trecho em que se arrasta um pouco parecendo não haver uma direção ao fim. Essa questão não tira o brilho do filme, mas o Rango perde um pouco do ritmo com essa falta edição, fazendo com que seus últimos 2min não sejam tão cativantes.

Infelizmente o filme não me vendeu aquilo que estava mostrando no teaser, um filme de comédia com ação e aventura. Como proposta é um drama que, apesar de nos fazer rir, nos faz refletir e mergulhar no sofrimento daquele povo. Considero um ótimo filme, porém, fiquei muito no desejo de ver aquele outro, aquele do teaser.

5 opinaram!

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  1. Esqueci completamente de comentar sobre o início do filme onde Rango tem uma boneca de plástico como companheira, onde brinca de paquerá-la. É uma referência ao filme Cantando na Chuva (1952), onde Cosmo (Donald O’Connor) faz o mesmo.


    bem aqui! A partir do 2min.

  2. parabens pelo texto , vc tem uma escrita descontraida ( que não sai do foco do tema) e conceitos têcnicos e referências que trazem riqueza no texto, sobre os aspectos do filme, gostei da sua linha de raciocínio; Augusto C.

  3. Boa, Fê! Eu também achei que fosse comédia, mas agora que você disse que não é, fiquei ainda mais curiosa. Tô louca pra ver o filme! Ah.. parabéns! E continue compartilhando seus posts no facebook pra galera acompanhar 🙂

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Publicado por Robusti

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