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Remake de Evil Dead é o verdadeiro terror do cinema atual

O cinema mainstream dos últimos anos, para não falar das últimas décadas, se rendeu ao suspense misturado com terror para causar sustos na platéia. Sustos baratos diga-se de passagem. Desde o final dos 80, com algumas exceções nas décadas seguintes, não temos bons filmes de terror verdadeiro. Evil Dead, ou como falamos no Brasil, A Morte do Demônio, veio para ser uma luz no fim do túnel.

Para quem não conhece e nunca viu, o Evil Dead original, filmado por Sam Raimi em 1981 talvez seja um dos marcos do cinema de terror, tendo em vista o culto ao filme que se seguiu após seu lançamento. Dando a Sam Raimi e Bruce Campbell a notoriedade que tem atualmente. Visto por muitos como um dos filmes mais aterrorizantes de todos os tempos, Evil Dead quebrou diversos tabus em relação aos filmes de horror e os trashs que vinham se tornando motivo de piada no final dos anos 70.

Sam Raimi pegou o gênero e criou uma nova linha, que misturava o horror gore, com litros e litros de sangue voando pela tela com o suspense, deixando o espectador grudado na cadeira. Após ele, diversos foram os filmes que seguiram esse princípio. Entretanto, atualmente os filmes de suspense/terror se valem de sustos baratos e pouco fazem em relação a qualquer ponto de originalidade.

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O diretor Fede Alvarez fez sua refilmagem do clássico basicamente prestando devida homenagem a tudo que foi feito por Raimi e Campbell, dando uma breve atualizada em elementos e na história. Nesta versão, o grupo de amigos que se reune na cabana isolada o faz para ajudar uma das amigas, Mia (Jane Levy) a se livrar das drogas. Um deles encontra o Necronomicom, o livro dos mortos, e lê as passagens que liberam um mal ancestral sobre aqueles que ali se encontram.

A nova geração irá dizer que não é original, que é mais um remake que copia tudo sem trazer nada original ao cinema de terror e que o filme não dá sustos. Dá para perceber que o diretor é fã da série e em todos os momentos tenta ser fiel ao cânone enquanto traz novos elementos que poderão ser explorados em eventuais constinuações. Seu maior mérito com certeza foi a ambientação e a criação da atmosfera de terror. Todos os elementos clássicos estão presentes e juntamente deles temos algumas atualizações que fazem o filme se tornar “novo”.

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O maior demérito do filme talvez seja o excesso de zelo que o diretor tem pela série e pelo fato de querer fazer ele muito sério quando, em verdade, a série Evil Dead acabou virando uma sátira do primeiro filme, com Bruce Campbell se tornando cada vez mais canastrão cada vez que interpretava Ash.

Ainda assim, as escolhas, especialmente das partes técnicas do filme são as melhores. Efeitos especiais sem computação gráfica, muito sangue, maquiagem de qualidade e a interpretação de Jane Levy que tem talvez um dos olhos mais bizarros que já passaram em frente a tela do cinema. Quem assistir vai entender o que eu quero dizer. Ela é muito boa atriz e suas expressões faciais de horror são fantásticas, é um nome para ficar de olho, rezando para ela pegar algo mais importante do que seu papel em “Suburgatory”.

O remake de Evil Dead é para os fãs do gênero e para aqueles que não querem só tomar sustinhos bobos que já são entregues nos trailers dos filmes.

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Publicado por J.R. Dib

GamerCinéfiloMusicólogo

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