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“Retrato de uma Jovem em Chamas”: a vida por trás da pintura

 

A primeira sensação é que Retrato de uma Jovem em Chamas, filme da francesa Céline Sciamma, é uma pintura humanizada. Não necessariamente uma pintura que ganha vida, mas que traz em si camadas emocionais com a estética a seu favor. Na França do Século 18, Marianne (a expressiva Noémie Merlant), uma jovem pintora, é contratada para retratar Heloïse (Adèle Haenel, uma beleza pueril), cuja família deseja enviar para um pretendente em Milão. Ela se recusara a posar para todos os pintores (homens) que haviam tentado retratá-la.

Com Marianne, apesar da resistência inicial, cria-se intimidade que desperta uma descoberta sexual mútua. Há um ponto nevrálgico dentre os filmes de Céline que é sua constante observação sobre o desabrochar. No filme, ela verte em sensibilidade seu olhar sobre essa relação, o que rende cenas de uma delicadeza ímpar, como quando Marianne precisa usar a memória para retratar as feições da amada.

O diálogo constante entre o que a diretora exprime com a história e sua deslumbrante fotografia, de Claire Mathon, intensifica o sentimento retratado de uma maneira que só um olhar feminino poderia oferecer.

Por mais que o roteiro, a direção de arte, o figurino, a trilha, tudo contribua de maneira tão vigorosa para sua plasticidade, Retrato de uma Jovem em Chamas vai marcar pelo que submerge do silêncio cúmplice e finito que essas mulheres trocam até a última cena.

Cotação: Extraordinário (4,5 de 5 estrelas)

“Retrato de uma Jovem em Chamas”: a vida por trás da pintura
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