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Simpático, “Bem Casados” funciona como comédia romântica

A comédia romântica como gênero em si não tem lá muita tradição no cinema brasileiro. Afinal, toda proposta cômica por aqui, acaba se pasteurizando em repetições na forma.

Algumas poucas desviam desse estigma, e umas raras conseguem usar o gênero a favor de sua história. Bem Casados é um simpático exemplo disso, numa trama manjada, mas bem sacada pela direção de Aloízio Abrantes, num trabalho que aponta uma mudança de estilo bem radical de todos os seus filmes anteriores (se bem que, tecnicamente, a preocupação com o arrojamento da fotografia continua tinindo).

Heitor (Alexandre Borges) é um solteirão convicto que ganha a vida filmando festas de casamento. Durante uma festa, ele conhece Penélope (Camila Morgado), uma mulher que está determinada a acabar com a festa antes mesmo que ela comece. A missão de Heitor é garantir que o casamento saia exatamente como os noivos querem. Juntos, essa dupla surpreendente, e um tanto atrapalhada, dará aos noivos muito mais emoção do que eles jamais imaginaram.

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O êxito já começa na escalação do casal principal: Alexandre Borges e, especialmente, Camila Morgado chegam ao paroxismo do que se entende como química cênica que irradia na telona. Camila, aliás, têm atuado cada vez melhor em papéis cômicos, e no filme, sua participação ilumina e traz credibilidade aos clichês que permeiam toda a história.

Bem Casados não quer ser mais daquilo que é: uma comédia romântica leve e esperta dentro do que se propõe. E quem disse que, como passatempo, isso já não basta.

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