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Bitscópio: Alex Kidd in Miracle World

O clone maléfico que a Sega criou do encanador mais famoso do mundo tem nome e sobrenome. Alex Kidd jogava pedra, papel e tesoura, dava murros e pulava sobre a mais variada gama de inimigos, bem como nadava, pulava e corria. Tudo isso no primeiro console da Sega a tentar fazer frente ao Nintendo, o Master System.

Para aqueles que não se lembram, o Master System veio como resposta ao Nintendo, os dois primeiros consoles 8-bits. Pelo lado da Nintendo, Super Mario Bros. era o xodó e vendia horrores. A Sega precisava de um jogo de plataforma que não fosse uma cópia escancarada do encanador saltador. Com isso surgiu Alex Kidd e seus punhos destruidores de rochas.

Segundo o jogo, Alex era um garoto que foi criado na Montanha Eternal, aprendendo a técnica conhecida como shellcore, com a qual ele esmurrava e explodia pedras. Um dia, Janken, o Grande, capturou o príncipe Egle e sua noiva, a princesa Lora, para que pudesse dominar o reino de Radaxian após o desaparecimento do rei Sander. Alex descobre ser parte da nobreza de Radaxian e ruma para o resgate de seu irmão.

Jogabilidade

Com gráficos 2D, Alex Kidd é basicamente um jogo de plataforma ao melhor estilo Mario, porém com muitas outras possibilidades. Além de saltar, ele pode socar seus inimigos e, com o decorrer do jogo, comprar itens como um anel mágico que dispara rajadas e veículos como o peticóptero que lhe possibilitará chegar a pontos na tela e fases de bônus escondidas.

No vídeo abaixo podemos ver todo o começo do jogo até o primeiro embate de JanKenpo (Pedra, Papel e Tesoura).

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=igPYas-rWJ8[/youtube]

Reparem que os primeiros chefes eram derrotados apenas ganhando no mini game e sempre repetiam suas primeiras jogadas, o que possibilitava relembrar e derrotá-los caso ocorresse de perder. Mais para frente, os chefes, além de jogar o Jankenpo, te obrigavam a travar um combate tendo que socar suas cabeças em situações um tanto quanto complicadas, porém repetitivas.

As fases podiam ser ultrapassadas de formas distintas. Valendo-se dos veículos como barco, moto e helicóptero, as fases podiam ser passadas rapidamente e locais secretos podiam ser alcançados para colher mais moedas e itens. Cabia ao jogador escolher a forma e hora de usar os veículos e não os perder na hora errada, senão tudo teria de ser feito a pé, o que era muito mais cansativo.

O legal do jogo era o excesso de bugs, sendo um dos mais famosos deles a possibilidade de lutar contra o último chefe quantas vezes se quisesse, bastava derrotá-lo e subir a escada, mas sem sair da tela. Quase saindo, ele desaparecia e a princesa voltava a seu lugar. Bastava descer de novo que lá estaria Janken, pronto para apanhar de novo.

O sucesso mundial do jogo foi tão estrondoso que mais cinco jogos foram lançados e no Master System 3 ele vinha na memória do videogame. Um fato curioso é que o jogo da Turma da Mônica criado no final dos anos 80, começo dos 90, chamado “Mônica no Castelo do Dragão” sempre foi tido como uma cópia de Alex Kidd, mas a verdade é que ele foi feito sobre o jogo chamado “Wonder Boy in Monster Land”.

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Um comentário

  1. Cara, que saudade deste tempo! Cresci sem saber o que era Super Mario Bros.! Nunca gostei de nintendo, Alex Kidd era melhor, lembro-me até hoje da música. Aliás, nunca soube a história do jogo, tampouco dos bugs. AKIMW Era um sucesso!

    Ótima lembrança!