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Bitscópio: Fatal Fury

Chega de jogos de música, chega de jogos com princesas, chega de jogos de corrida. O negócio agora é porrada! A série King of Fighters começou em 1991 com Fatal Fury: King of Fighters e foi uma resposta direta da SNK ao sucesso de Street Fighter 2 da Capcom com um jogo de luta considerado mais dinâmico e desafiador por seus defensores.

A História

Desenvolvido pela SNK para os fliperamas e para o console de “última geração” Neo Geo (que um dia desses merece um Bitscópio só sobre ele), o jogo mostrava a trajetória de vingança de Terry e Andy Bogard contra o chefão do crime Geese Howard que havia matado seu pai. Ao lado deles, o amigo Joe Higashi é o terceiro personagem jogável que terá de encarar as lutas contra os capangas de Geese até a luta final contra um dos piores chefões da história dos jogos de luta.

Inovações

A SNK criou na versão de fliperama e do NEO GEO a possibilidade da troca de linhas para os personagens, criando dois planos de luta. Porém, apenas o computador poderia fazer essa troca de linha inicialmente, podendo então o jogador passar para a outra linha com movimentação simples ou com um ataque contra o adversário. Ainda, a quantidade de adversários e personagens jogáveis era limitada pelos próprios consoles daquela geração pois a SNK queria fazer um jogo que batesse, graficamente pelo menos, os jogos da Capcom.

O NEO GEO era o console dos belos gráficos, que foi o mais próximo de se ter um fliperama em casa, especialmente por causa de seu enorme controle difícil de manusear para quem estava acostumado com os controles de Mega Drive e Super Nintendo.

Jogabilidade

O jogo, além dos golpes comuns como chutes e socos, tinha movimentos especiais como a onda de choque de Terry ou o chute do Tigre de Joe, que, além do efeito visual diferenciado, causam mais dano aos adversários.

Ainda, começa a surgir a partir deste primeiro jogo a possibilidade da criação de times contra adversários. Isso acontecia em casos excepcionais quando, durante uma luta, um outro jogador entrava no combate juntamente com ele para primeiro derrubar o adversário e depois lutar contra na luta seguinte. A SNK, que não era boba, soltou versões em todos os consoles daquela geração, aumentando sua exposição aos jogadores e criando uma legião de fãs da série.

Geese Howard

Lutar contra Geese era um inferno no fliperama e praticamente impossível nos níveis de dificuldade mais altas. Os combinhos de voadora com Reppūken tirava metade da vida. Isso sem contar que encostar nele era pedir pra ser arremessado.

A trilha da luta final era espetacular e todos que jogaram esse jogo se lembram perfeitamente das horas lutando contra Geese até conseguir derrotá-lo e o jogar do prédio para sua morte e fim de jogo para ele e trilha da vitória para o jogador.

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Com o sucesso do jogo, a SNK continuou lançando jogos de Fatal Fury e Art of Fighting até que uniu os jogadores mais famosos de cada uma das franquias nos jogos King of Fighters que até trouxeram Geese de volta, bem como colocou personagens de épocas distintas no mesmo jogo, afinal, estamos falando do primeiro jogo que uniu duas franquias de jogos em um só e está hoje na sua 13ª edição.

Até hoje a SNK lança jogos da franquia, mas agora se uniu com a Capcom em diversos jogos de luta que ainda agradam todos os fãs deste gênero.

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