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Bitscópio: Splatterhouse

Mais um clássico Beat’em up chega ao Bitscópio. Desta vez, a mistura perfeita de sangue, tripas, horror e violência no melhor estilo Sexta-Feira 13: Splatterhouse. A série começou nos fliperamas e no famoso e clássico Turbo Grafx em 1988, passando para o Sega Genesis (Mega Drive) em suas continuações. A série ganhou fama entre os jogadores por conter cenas de horror gráfico, especialmente na versão dos fliperamas, em que certas temáticas católicas eram usadas como monstros em forma de cruz invertida. Essa temática foi cortada nas versões para os consoles, talvez para diminuir um pouco o impacto para aquela geração de gamers.

Para os que não conhecem a série, os jovens Rick e Jennifer fogem de uma tempestade e entram na mansão West. Dentro dela, um demônio surge, fere Rick gravemente e leva Jennifer. Quase morto, surge a Máscara do Terror, um artefato sensiente que se funde ao corpo de Rick, dando-lhe poderes para lutar contra o mal na mansão. Ele luta contra hordas de criaturas e acaba por ser obrigado a matar Jennifer, que virou um monstro. Entrando em fúria, ele resolve destruir a casa toda, um ser demoníaco de verdade, deixando-se levar pela influência da Máscara. Após destruir o último monstro, a máscara se esfacela e desaparece, deixando Rick em sua forma normal. Logo que ele parte, ela volta a aparecer de novo, com um sorriso no rosto que quer dizer que a história não acabou.

Na continuação, Splatterhouse 2, a Máscara surge novamente perante Rick e diz que Jennifer não precisa morrer, fazendo-o voltar a mansão. Ele salva Jennifer e destrói novamente a casa. Por fim, em Splatterhouse 3, que se passa 5 anos após os eventos do segundo jogo, Rick se casou com Jennifer e tem um filho chamado David. A Máscara volta e avisa que um novo mal está atrás dos dois em sua Mansão. Rick então tem de salvar Jennifer e por fim, derrotar a máscara e se livrar de seus problemas.

O que esse enredo te lembra? Os mais clichezentos filmes de terror dos anos 80! Mansões do mal, demônios, máscaras de Hockey, objetos contundentes e muita violência. Jason Vorhees deve ter sido o fã número um desta série e quem sabe até seu idealizador. Só que ao contrário daqueles filmes, não há qualquer sinal de comédia na série. Tudo é tenso demais, especialmente a partir do terceiro jogo, em que o fator tempo surge como seu inimigo mortal.

Jogabilidade

As primeiras duas versões são basicamente iguais em termos de jogabilidade: sidescrolling em 2D em que basicamente tem de andar matando tudo que aparece no caminho até conseguir seu objetivo. Em alguns momentos lembra um pouco a jogabilidade de Altered Beast, mas sem as transformações e os movimentos bizarros daquele jogo e com muito mais do que se podia chamar de violência na época. Monstros sendo decapitados, sangue nas paredes, ambientes hostis, ou seja, o pacote completo.

Na terceira versão, o jogo passou de sidescroll para ação não linear em 3 dimensões, já que agora se pode subir e descer na tela, nos moldes de Final Fight, Double Dragon e outros. Ainda, Rick ganhou novos poderes, já que agora ele pode acumular uma barra que o converte em uma versão mais forte de si, com a possibilidade de soltar um poder que acerta alvos em todas as direções com protuberâncias de seu corpo. Esse poder tem tempo limitado, e ao acabar te faz voltar ao normal. Ainda, falando de tempo, Splatterhouse 3 inovou ao colocar tempo para que as fases fossem finalizadas. Caso este tempo não fosse respeitado, o final mudaria, possibilitando até 4 finais diferentes no jogo.

Para se ter uma idéia do estilo de jogo de Splatterhouse 3, abaixo tem um vídeo contendo a passagem por uma de suas fases. Reparem não só na jogabilidade, mas na trilha e efeitos sonoros. Só os gritos de Rick apanhando já valem a pena.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=noxWXCnTQjM[/youtube]

Este ano, saiu uma nova versão de Splatterhouse, agora para a nova geração de consoles, com gráficos e jogabilidade atualizada. A recepção não foi muito calorosa entre a imprensa especializada, mas os fãs da série antiga se sentirão em casa, especialmente porque a história do primeiro foi basicamente seguida à risca, com algumas mudanças de plot, especialmente referente a como Jennifer é afetada pelos eventos do jogo.

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