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Bitscópio: Virtua Fighter

Em meados de 1993, a Sega estava começando sua decadência em termos de consoles, com o lançamento do 32X e, posteriormente, do Saturn e Dreamcast, que viria a ser o último console da empresa e o fracasso desta em sua luta contra a concorrente Nintendo e Sony. Porém, antes disso, foi tentado um último golpe que se chamou “Virtua Fighter”.

Bitscópio: Virtua Fighter | Colunas | Revista Ambrosia

O jogo foi lançado em 1993 nos fliperamas japoneses e foi o primeiro jogo a ter um cenário totalmente 3D e personagens criados com gráficos poligonais que seriam posteriormente usados para desenvolver um dos melhores jogos de luta de todos os tempos: Tekken.

Eram apresentados oito lutadores distintos e todos deveriam ser derrotados em combates de três rounds. A chefe final, Dural, era o que se poderia chamar de monstro/andróide poligonal do mal com todos os movimentos dos outros personagens. Movimentos rápidos e combos chatos, mas não impossível de se derrotar. Os wireframes usados pelos programadores eram mais claros nela, mas percebia-se a evolução gráfica que foi criada, afinal, até então, havíamos visto desenhos em 2D como Street Fighter ou captura de movimentos em 2D como em Mortal Kombat. Aqui, toda a captura de movimentos era traduzida nas ações do personagem, dando uma movimentação meio rígida na primeira versão do jogo, mas melhorada, e muito, nas versões posteriores.

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Os personagens jogáveis era de uma ótima variedade:

# Akira Yuki, professora de Kung Fu.
# Pai Chan, estrela de filmes de arte marcial em Hong Kong
# Lau Chan, pai de Pai Chan, luta Kung Fu
# Wolf Hawkfield, lutador de Luta Livre canadense
# Jeffry McWild, um pescador australiano
# Kage-Maru, ninja japonês.
# Sarah Bryant, lutadora de Jeet Kune Do (arte marcial criada por Bruce Lee)
# Jacky Bryant, irmão de Sarah, também uso o Jeet Kune Do.

Jogabilidade

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Os golpes advinham da movimentação da alavanca de comando e três botões. Soco, chute e bloqueio. Cada combinação de golpes poderia ser devastadora ou uma total vergonha, errando o adversário por kilometros e deixando a guarda totalmente aberta.

Isso quando não se dava um pulão pra escapar do inimigo e acabava ficando na beira do ringue, só esperando pra ser colocado pra fora na pancada e perder o round. Alguns lutadores eram mais fáceis de controlar como os irmãos Bryant ou Kage Maru, outros, como Lai Chan, conhecido como drunken master, era um inferno de soltar os golpes e toda hora caia no chão se você errasse a entrada dos golpes.

Outro fator legal é que cada personagem tinha sons distintos, gritos de vitória e as músicas ambientes eram viciantes de tanto que se gastavam fichas para tentar derrotar Dural. Muitos na Sega chegaram a acusar a Capcom de ter copiado a idéia de Dural no chefão final de Street Fighter 4, afinal, ambos são andróides que tem todos os golpes de todos os personagens em seu repertório.

De toda a forma, Virtua Fighter foi um belo queimador de fichas nos fliperamas e uma ótima diversão, dando início a era poligonal dos games de luta e corrida, que agradeçam a ele os fãs de Tekken.

3 Comments

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  1. Só uma correção, o Saturn não foi o último console da empresa. Depois dele a sega lançou o Dreamcast, que mesmo sendo um fracasso comercial conquistou uma base fiel de fãs.

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Publicação J.R. Dib