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Resenha: Mass Effect 2

Para os donos de PC e XBox 360, o ano começou com o lançamento que provavelmente será usado como base de comparação para todos os outros jogos de RPG de ação a serem lançados neste ano. O primeiro foi de um primor técnico que poucos jogos conseguiram seguir até hoje e o segundo conseguiu melhorar ainda mais.

Primeira coisa, pode se acostumar com a idéia: Shepard morre logo no começo do jogo e cabe a você tomar algumas decisões que podem afetar o futuro do seu jogo e de sua tripulação. Para aqueles que irão importar o save game ou para aqueles que irão criar um personagem novo, a partir daqui é a hora de editar seu personagem. Da mesma forma que o primeiro. Com isso podemos ver que Shepard está vivo, porém seu corpo foi resgatado pelo grupo conhecido como Cerberus e ressucitado no projeto Lazarus, demorando 2 anos para ser totalmente recuperado.

Recomeçando sua vida, descobrimos que ele ganhou algumas melhorias em relação ao primeiro e aí é que as melhorias no próprio jogo começam a aparecer. O sistema de batalha parece o mesmo, mas os menus foram otimizados, inclusive diminuindo as opções de armas, munições e poderes de cada um, criando botões de atalho nos shoulder buttons e no Y do controle do XBox, diminuindo o uso do menu. No computador, fica mais fácil ainda usando o teclado e o mouse.

O jogo está mais direcionado ao combate, com os tiroteios e inimigos agindo inteligentemente e tentando flanquear seu grupo a todo instante, mesmo no modo de dificuldade normal é comum encontrar situações em que se está totalmente cercado e um ou ambos companheiros caem. Falando neles, a IA deles ainda não está perfeita, mas os comandos de uso de poderes e armas estão mais simples e as opções de combate da IA tendem a facilitar sua vida ao invés de lhe causar problemas.

A evolução dos personagens está mais dinâmica e especializada, com novos poderes e modificações de leve nos antigos que melhoraram as possibilidades de estratégia de seu grupo, sem que você se visse obrigado a ter cada tipo de classe no campo de batalha. Falando no grupo, este melhorou e muito em relação ao primeiro, sendo que dos originais, todos retornam, mas nem todos são jogáveis durante a partida, o que dá um gosto de mudança, mas ao mesmo tempo, segurança para os que jogaram o primeiro.

Falando um pouco mais sobre o grupo e as interações, há um sistema de lealdade entre o grupo e você. Cada um tem uma missão especial que, somente após ser completa, destrava os poderes máximos do personagem, roupas novas e uma surpresa relativa ao final do jogo, a qual eu não posso contar porque fazer as missões vai de cada um, elas não são obrigatórias, mas influem no resultado final da partida.

Na evolução dos personagens, quando se chega ao quarto ponto em um dos poderes, você se especializa nele, podendo escolher dois caminhos que lhe darão bônus distintos.

A história é mais envolvente que a do primeiro, com Shepard e seu grupo tomando a frente na caçada aos Coletores, um grupo de seres que está invadindo colônias humanas inteiras e os sequestrando em suas naves gigantescas. A tensão fica no ar a cada instante, e quando começa a missão suicída além do Omega 4 Relay, você começa a pensar se não deveria ter feito mais missões para nivelar seu grupo.

A morte está em cada esquina, cada curva, cada tiroteio, e não me entenda mal, se não for tudo muito bem feito, antes mesmo de começar a última missão, metade da sua tripulação poderá estar morta e você não irá saber porque.

Uma das coisas que me atraiu nesse jogo, com certeza foram os planetas e cidades que se pode visitar. Omega, por exemplo, é uma mina instalada em um cinturão de asteróides que virou uma espécie de porto espacial, sem lei e sem governo. É quase a mesma coisa que ver a cidade de Los Angeles de Blade Runner, só faltou a chuva para completar a ambientação.

A trilha sonora é um caso a parte, passando de música ambiente para música de combate em momentos de tensão sem parecer que o disco deu uma engasgada do nada, bem simples, porém extremamente eficaz. Os sons do jogo foram melhorados e as dublagens também, ficando mais claro o que seres como os Krogans estão falando, bem como foram diminuidos aqueles encontros chatos na Cidadela com raças que não adicionaram nada no primeiro jogo, mas são citadas no segundo.

Mas, antes que eu comece a entregar demais o jogo, eu vou terminando esse review com uma nota de total apoio a Bioware e seus jogos, que tem excelentes roteiros, dignos dos melhores filmes, cenas de ação de tirar o fôlego e personagens os quais agradarão a todos os tipos de jogadores, desde aqueles que querem ver as gostosas com roupas grudadas no corpo, aqueles que estão nisso pela exploração e possibilidade de personalização dos personagens como um bom RPG de aventura.

Mass Effect 2 elevou novamente os padrões dos jogos de RPG/Ação e agora, a concorrência que tente chegar aos pés da EA/Bioware.

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