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Resenha: Dead Space iOS

Resenha: Dead Space iOS | Games | Revista Ambrosia

A primeira frase que aparece logo após o símbolo da EA, ainda nas telas iniciais, um pouco antes da cutscene que abre Dead Space, nos diz que os jogos portáteis estão mudando: “Use headphones for the best experience”. Uma das grandes críticas que sem tem em relação à este tipo de game é a provável capacidade imersiva que ele deveria proporcionar ao jogador, mas não o faz. Muitos advogam que isto se dê pelo fato de que os portáteis são experienciados em qualquer lugar, diante de qualquer pessoa ou ambiente, e que as distrativas imprevisibilidades regidas pela teoria do caos, põem em risco a experiência completa, a imersãoplena, o gozo inerente. Dead Space com uma simples frase diz que, esse problema, aparentemente, fora resolvido.

Eis um vídeo da introdução e gameplay:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZkUmUs8ZHSA[/youtube]

O jogo é uma continuação direta do original para consoles, e faz a ligação com Dead Space 2, lançado recentemente. Você continua encarnando na pele de Isaac Clarke (nome em homenagem aos mestres da ficção científica Issac Asimov e Arthur C. Clarke), e ainda precisa sobreviver na colônia espacial de mineração chamada Sprawl, fugindo de criaturas macabras chamadas de Necromorphs.

Gráficos e efeitos sonoros

Resenha: Dead Space iOS | Games | Revista Ambrosia

Dead Space possui uma arte gráfica invejável. É incrível como um jogo portátil consegue renderizar gráficos tão realistas, de modo a e se tornar um ponto forte do título. Geralmente, devido à capacidade de processamento deveras limitada dos hardwares de consoles portáteis, gráficos nunca são um atrativo. A jogabilidade e o fator diversão sempre têm de compensar a defasagem neste quesito, entretanto, o caso aqui é quase o contrário – quase porque a jogabilidade e o fator “diversão” também são admiráveis. Os incríveis displays que mesclam a tecnologia de cristal líquido e holografia dispostos pelo cenário, em contraste com o aço frio dos pisos e paredes, manchadas pelo sangue humano dos corpos jogados aos cantos colocam o jogador no clima de terror que o jogo propõe.

Além dos gráficos, os efeitos de som estão incrivelmente bem trabalhados, não só na trilha sonora em si, como em efeitos de ambiente – como o caminhar em um chão de metal, o barulho característico que uma porta automática faz, os sons eletrônicos dos computadores e os grunhidos dos necromorphs. O interessante é que o jogo possui dublagem, uma característica não tão comum em jogos para esta plataforma.

Jogabilidade

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A fluidez nos comandos foi algo muito bem implementado no jogo. A EA mantém a tendência do próprio Dead Space de extinguir os menus, e amplia tal conceito ao colocar os controles sobre o corpo do personagem, em uma espécie de direcional imaginário, onde ao deslizar o dedão da mão esquerda nas quatro direções, o jogador é capaz de controlar os movimentos de Isaac com perfeição, inclusive a velocidade de seu caminhar. Com a outra mão, é possível mirar com suas mais variadas armas. O combate corpo-a-corpo é feito através de quick time events, também muito bem construídos, nos passando sempre a sensação do cortar ao utilizar com competência a tela sensível ao toque do aparelho.

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Exemplo de quick time event

Ainda é possível comprar novos equipamentos e fazer o upgrade das armas, coletando os itens certos ao longo das batalhas.

A imersão

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É incrível como um jogo portátil consegue ser tão competente no quesito imersão. Ao jogá-lo com fones de ouvido – especialmente se ele tiver abafador de ruído externo -, o jogador experiencia o verdadeiro terror. Os gráficos realistas e a trilha sonora o colocam no clima do jogo, e o level design preparou excelentes momentos de horror e susto. Acredito, inclusive, que Dead Space é um jogo que mescla bem estas duas características. As cenas conseguem te levar por uma jornada onde a tensão se mantém ao máximo, até que um necromorph o ataca, e uma horda se revela em seguida. Matá-los é algo extremamente prazeroso, os controles o permite sentir o poder que suas armas possuem, mas, paradoxalmente, a quantidade limitada de munição o deixa sempre cauteloso e, porque não, amedrontado.

Alguns elementos mantém o roteiro coerente. As conversas entre os personagens relevam algumas pistas sobre o plot de Dead Space 2, a as mais variadas maneiras que mostram a alucinação clara do personagem, nos fazendo sempre questionar se aquilo que está acontecendo é real, foi muito bem arquitetada. Algumas vezes Isaac fecha os olhos, a tela escurece e quando vemos, estamos controlando um necromorph! Momentos depois descobrimos que se tratava de uma alucinação.

Considerações finais

Mas nem tudo é perfeito. Muitos jogadores vêm reportando alguns bugs ainda não corrigidos. O que eu tive, talvez não o prazer, mas a oportunidade de experienciar, foi um erro que considero grave. O jogo, em um dado momento, fecha repentinamente, e o jogador perde tudo que não foi salvo até então, começando do último checkpoint. Não é algo muito recorrente, mas não é passível de ser ignorado tão facilmente. Alguns outros relacionados com o sistema de colisão também são visíveis, mas nada que chega a atrapalhar a diversão. Infelizmente o game não tem modo multiplayer, nem tampouco compatibilidade com redes sociais, de modo que o jogador não pode compartilhar seus achievments no Facebook ou Twitter, mas isto são detalhes.

Dead Space não é só o Game of the Week da app store, mas talvez o melhor jogo para iOS já feito. Com os melhores gráficos e os melhores controles que eu pude experimentar na plataforma. Atualmente é vendido por US$ 7,99 para iPhone e iPod Touch e US$ 9,99 para iPad. E vale muito a compra!

[xrr rating=4.5/5]

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Publicação Rafaell Reboredo