João Marcondes lança Andean Airs, inspirado pelas cores e sons dos Andes

No mês em que celebra 25 anos de carreira, o compositor paulistano João Marcondes apresenta ao público seu novo trabalho, Andean Airs, que chega às plataformas digitais no dia 28 de novembro. O álbum marca um momento especial na trajetória do artista: um encontro profundo entre sua brasilidade, sempre presente e pulsante, e os sons, mitos e paisagens da América…


No mês em que celebra 25 anos de carreira, o compositor paulistano João Marcondes apresenta ao público seu novo trabalho, Andean Airs, que chega às plataformas digitais no dia 28 de novembro. O álbum marca um momento especial na trajetória do artista: um encontro profundo entre sua brasilidade, sempre presente e pulsante, e os sons, mitos e paisagens da América Latina.

A obra de Marcondes é fortemente inspirada pelo Brasil e seus múltiplos Brasis, com influências ameríndias, afro-brasileiras, a urbanidade contemporânea e a brejeirice regional convivem com referências à fauna, à flora e ao próprio relevo do país. Ainda que seus ouvidos estejam sempre atentos ao mundo, é desse território diverso e afetivo que nasceram grande parte de suas composições.

Em Andean Airs, entretanto, o compositor volta seu olhar para além das fronteiras do Brasil e encontra na cultura peruana e boliviana uma nova e potente fonte de inspiração. As paisagens andinas, seus instrumentos tradicionais — como as flautas e o charango — e o imaginário ancestral do continente são elementos que atravessam a obra. “São vozes da nossa história em raízes latinas”, resume Marcondes, definindo o álbum como um mergulho na identidade latino-americana que também compõe o ser brasileiro.

Composto para harpa solo, Andean Airs é dedicado à harpista argentina Sole Yaya, intérprete do álbum. A série de peças evoca a travessia pelos Andes, cordilheira que rasga e conecta nosso continente, e nasce, em especial, da admiração do compositor pela Montanha das Sete Cores, no Peru. Nessa paisagem simbólica, Marcondes encontra um “aconchego existencial”, transformando o impacto da altitude, da cor e da imensidão em música.

O álbum se completa com uma série para harpa e violino, interpretada por Ricardo Takahashi, que explora a relação entre som e espiritualidade. Nessa obra, Marcondes propõe uma reflexão: ouvir a “voz de Deus” não como frequência ou palavra, mas como frase musical, respiração, pulsação. Para o compositor, a música é essa voz — e parte essencial do disco é dedicada a registrar essa visão transcendental.

FICHA TÉCNICA

Intérpretes
Harpa – Sole Yaya
Violino – Ricardo Takahashi

Engenheiro de som: Adonias Júnior

Gravação: Estúdio Arsis
Selo: AZUL MUSIC
Lançamento: 28 de novembro de 2025
Formato: Digital (todas as plataformas de streaming)


Deixe um comentário