Encontro com Rama, de Arthur C. Clarke

Desejando que novas catástrofes com meteoritos NÃO atormentem mais, líderes da Terra e dos outros planetas e satélites povoados da Via Láctea começam o projeto SPACEGUARD. Através deste, detectam a presença de Rama, “astro de proporções inimagináveis” – Atentem que o Ser Humano apenas reuniu-se por instinto, e não por real solidariedade. E que passou com nossa raça nesse meio tempo? Mudanças na sociedade? Provavelmente… pois onde opera a catástrofe, há movimento.

Soma-se a isso embates de sentimentos de autopreservação e diplomacia ao lidar com a magnitude e  potência destruidora que poderia(!?) ser Rama.

“Era centenas de vezes mais velho que qualquer estrutura que sobrevivera na Terra”; “É um navio abandonado” somente?

Início de uma série de quatro livros, o premiado “Encontro com Rama” (Editora Aleph, 2011) narra este cativante episódio da História do Cosmo, uma incursão sem referências. Estamos tratando de um grande choque entre culturas! Sabe-se que curiosidade e medo são uma combinação perigosa, mesmo que instigante.

E sim, respondendo à velha pergunta: “Não estamos sozinhos”. “As estrelas nunca mais serão as mesmas para nós”, diria.

Sem tanto auxílio de artefatos eletrônicos miraculosos, é mais mental. Uma proposta cabível a desse livro, se forem analisar o contexto em que se passa. Notem, caros leitores, que o autor (e inventor!) britânico Arthur C. Clarke fora nascido no longínquo ano de 1917… e publicou a presente obra em 1973. É de se admirar a genialidade e visão deste homem!

Há no livro diversas analogias com os primeiros descobridores – o próprio capitão Norton, da nave

Endeavour, que vai interceptar Rama, é fã de carteirinha do Capitão James Cook. Temos também a questão de uma ótica capitalista (ainda no ano de 2130 e lá-vai-algo…), e certa nomeação de corpos celestes em tom meio de escárnio, já que na época lhes faltava alternativas de nomes mitológicos.

Rama tem “uma simetria e um padrão geral” complexos demais para a mente humana. E mesmo espaçonautas treinados passam pela exaustão e dramas do desconhecido, a lutar contra a fadiga de percorrer explorando a gigantesca interrogação que é Rama.

Em estado de constante transformação, mostra-se verdadeiro desafio à lógica, repleto dos mais variados conflito de possibilidades e reviravoltas. Uma obra criativa, sem dúvida, coisa difícil nos dias de hoje…

Ainda outro detalhe: que seria tão mais surpreendente do que se achar água nesse território inóspito?? E isso é só o começo… mistérios sem fim… boa leitura, desfrutem!

2 COMENTÁRIOS

  1. li este livro a exatos 20 anos atras ,rapaz vou te dizer uma coisa ,não me livrei da influencia dele até hoje ,é um belissimo exercicio de prosa especulativa acerca do futuro nem tanto da humanidade e sim de todo o cosmo ,voces sabiam que david fincher quase filmou este livro ? ele na época era escudado por morgan freeman que é um notorio admirador desta obra e moébius que ficou encarregado da concepção visual do filme

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