O cantor e compositor Davi apresenta ao público seu primeiro EP, “Eu Nunca Soube O Nome Que Você Me Deu”. Com seis faixas, o trabalho marca a estreia oficial do artista em formato de projeto e consolida uma identidade musical construída a partir da vulnerabilidade, da escuta emocional e da busca por pertencimento.
Mais do que um cartão de visitas, o EP funciona como um registro íntimo e honesto de experiências pessoais que atravessam diferentes dimensões da vida do artista. Ao longo das faixas, Davi constrói uma narrativa que aborda relações familiares, afetivas e consigo mesmo, sempre a partir de um ponto central: a dificuldade de nomear sentimentos e conexões que deixam marcas profundas, mesmo sem definição clara.
“Como a minha escrita é confessional, este EP fala sobre uma busca interna por identidade em relações que nunca tiveram nome, incluindo a minha relação comigo mesmo, as afetivas e com minha própria origem”, explica o artista. “Afirmar meu próprio nome e nomear as relações que vivo faz parte de um processo de amadurecimento e autonomia.”
Musicalmente, o EP transita entre o pop alternativo e a MPB contemporânea, incorporando referências da cultura nordestina tanto nas letras quanto na sonoridade. Elementos como maracatu e coco de roda aparecem de forma sutil, ampliando o universo do projeto e reforçando a identidade do artista. “Quando me mudei para o Rio de Janeiro é que me descobri nordestino. Isso naturalmente se expressa na minha música, pois escrevo e canto aquilo que vivi”, completa.
Natural de Natal (RN) e radicado em Niterói (RJ) desde 2015, Davi iniciou sua trajetória musical ainda na infância, cantando em coral aos sete anos. Neto de repentista e filho de cantora de coral, cresceu cercado pela música e desenvolveu, ao longo dos anos, uma relação profunda com o canto e a composição. Em paralelo à carreira artística, concluiu doutorado em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense, trajetória que também influencia sua visão de mundo e sua escrita.
O processo de construção do EP teve início em 2018, em parceria com o produtor Nando Lopes, no estúdio Zangão Records. Ao longo dos anos, o projeto foi desenvolvido de forma artesanal, atravessando diferentes momentos pessoais e coletivos, incluindo a pandemia.
“Foi um trabalho feito com muito cuidado e dedicação. Tivemos tempo para experimentar, pesquisar e encontrar a sonoridade que traduzisse exatamente o que eu queria dizer”, relembra.









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