Hate Moss sintetiza indie, pós-punk e electroclash em álbum gravado em apenas uma tomada | Música | Revista Ambrosia
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Hate Moss sintetiza indie, pós-punk e electroclash em álbum gravado em apenas uma tomada

Álbum do duo ítalo-brasileiro sai pelos selos Stock-a Arts and Records (Reino Unido) e Discos Rebeldes (Argentina/México) e também estará disponível em vinil

Em uma visceral sessão de estúdio em Florença, na Itália, o duo Hate Moss construiu seu álbum de estreia em uma só tomada, gravando os instrumentos ao vivo. O resultado é “Live Twothousandhatein”, registro intenso que encapsula a sonoridade indie, pós-punk e electroclash, mesclada a música brasileira e italiana em clima experimental já revelada nos singles e clipes “Honey”, “Evil” e “Londres”. Coincidindo com a chegada do álbum a todas as plataformas de streaming por meio dos selos Stock-a Arts and Records (Reino Unido) e Discos Rebeldes (Argentina/México), “Honey” também ganha um vídeo ao vivo gravado no Relaxo Studio como parte da série Hidden Session. Em breve, o disco também será disponibilizado em vinil.
Radicados em Londres, Tina e Ian Carvalho mesclam letras em inglês, português, italiano e espanhol para compartilhar uma visão de mundo plural. Formado por uma italiana e um ítalo-brasileiro, eles unem suas raízes em canções que misturam um clima descontraído e despretensioso, ao mesmo tempo que mantém a intenção de fazer pensar.
“Esse é o primeiro álbum da banda, vai mostrar para o público quem somos. A nossa ideia é mostrar também o nosso lado irônico além da parte mais dark, digamos. Ele nasceu como um álbum solo meu e depois se transformou, através de re-arranjos eletrônicos, no álbum da Hate Moss, então tem uma veia muito biográfica. As letras são poesias (ou gostariam de ser) escritas nas línguas que falamos e contam histórias e pontos de vistas. Falam mais através de sensações que sentimentos. É uma análise do que está à nossa volta. Tem críticas, tem ideias e sobretudo tem muitas perguntas”, reflete Ian.
Dividindo vocais, bateria e elementos eletrônicos, Ian e Tina começaram o projeto em 2018 com o single e clipe “Honey”. O lançamento abriu portas para uma turnê por várias cidades do Brasil, indo de Florianópolis até Goiânia, passando por Rio e São Paulo. Além disso, se apresentaram no Locomotiva Festival, dividindo palco com nomes como Rakta e Boogarins.
Em seguida, o Hate Moss embarcou para uma turnê pela Itália que passou por Roma, Arezzo e Florença, onde se apresentou na Florence Tattoo Convention. Foi na histórica cidade italiana que o duo gravou seu disco de estreia. O repertório une composições iniciadas há 10 anos com inspirações instantâneas que se tornaram canções em menos de 10 minutos. Talvez por isso sejam um somatório de momentos e memórias colecionados ao longo de turnês, viagens e shows.
Assim que a tracklist se materializou, o processo foi rápido. Em uma só sessão, o duo gravou boa parte do trabalho no Relaxo Studio ao lado de amigos músicos, complementando com algumas partes e instrumentos registrados também no Brasil e na Inglaterra. O tempo parece ter sido o grande catalisador a estreia do Hate Moss.
“‘Live Twothousandhatein’ é um título bizarro. Esse ano de 2018 foi quando começou o projeto, mas também mostrou como a ignorância leva as pessoas a produzir um ódio que fortalece os que estão no poder, fabricando un círculo vicioso e deletério. Essa é a linha temática que junta cada música e leva o ouvinte a se divertir enquanto se pergunta ‘o que está acontecendo?’ Essa era a nossa ideia: divertir o público, mas deixando-o também com a cabeça cheia de perguntas. Isso fazem bem os melhores comediantes – e nós, afinal, somos também palhaços”, analisa Ian.
Para 2019, a banda reserva o começo da sua turnê com shows marcados na Espanha, Portugal, Itália, Reino Unido, Turquia, México e Brasil. A Hate Moss se apresentará em algumas cidades brasileiras no começo do segundo semestre. As informações da turnê serão divulgadas em breve.
Confira:

 

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Publicação Build Up Media