Os Vinte Anos de Automatic For The People Do R.E.M

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Os Vinte Anos de Automatic For The People Do R.E.M | Música | Revista Ambrosia

Se o R.E.M. quisesse acabar em outubro de 1991 encerraria suas atividades no auge. E, claro, venderia ainda muitas cópias do laureado Out of Time. O disco, lançado em maio de 1991 consolidou a banda no hall dos principais nomes da música pop. O grupo formado por Michael Stipe (vocal), Mike Mills (baixo), Peter Buck (guitarra) e Bill Berry (bateria) já era um nome de peso no chamado indie rock ali pelo final dos anos 80, mas foi o hit arrasa quarteirão Losing My Religion que os fez conhecidos nos quatro cantos do planeta. Diante de tanto sucesso e tantos prêmios como VMA da MTV de 91 e o Grammy de 92, podiam dar uma longa pausa sem gravar, como fez o Metallica que após o álbum preto levou cinco anos para lançar outro. Mas nada disso; a banda da Geórgia entrou em estúdio ainda no final de 91 e começou a gravação do álbum seguinte, Automatic For The People, que seria lançado em outubro de 1992.

O primeiro single, Drive, causou uma certa estranheza. Esperava-se que a nova do R.E.M. viesse embalada em um aspecto de hit como Losing My Religion, ou fosse ensolarada como Shine Happy People. Era uma música difícil de acompanhar, sem refrão, longa. Não que Losing My Religion seja propriamente uma música fácil, mas tem seu apelo pop. O objetivo do quarteto era de fato se superar artisticamente, e lograram êxito.

Automatic For The People é um disco sofisticado e ambicioso, cheio de belas canções com letras densas e líricas como a de Man On The Moon, homenagem ao comediante Andy Kauffman, música que inclusive batizou o filme de Milos Forman com Jim Carrey no papel principal.

As faixas The SideWinder Sleeps Tonight, Everybody Hurts e Nightswimming conta com a contribuição especialíssima do ex- Led Zeppelin John Paul Jones no arranjo de cordas. Apesar da guinada rumo a um trabalho mais artístico  deixando um pouco de lado o fator comercial, o disco foi sucesso de vendas, e seus singles viraram verdadeiros hinos, o maior exemplo é Everybody Hurts.

A capa do álbum mostra uma estrela ornamental que fazia parte do letreiro de um motel de Miami perto do Criteria Studio, onde maior parte das gravações foi realizada.

Foi sabido que Kurt Cobain estava ouvindo o álbum perto de cometer suicídio, e a letra de Everybody Hurts fala justamente sobre suicídio entre jovens.

Automatic For The People é considerado pela crítica o melhor trabalho do R.E.M. e um dos melhores discos da década de 90. Nos anos seguintes a banda ainda lançaria títulos seminais como Monster em 93, New Adventures In Hi Fi em 96 , Reveal de 2001 e Acelerate de 2008, mas não conseguiu repetir o mesmo resultado criativo de Automatic, que ao completar vinte anos, ainda merece ser revisitado.

 

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