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Rodrigo Santos fala sobre sua carreira solo e preparação para turnê com guitarrista do The Police

Rodrigo Santos, que por 25 anos foi integrante do Barão Vermelho, é um artista complexo. Talentoso como baixista e ótimo vocalista, já passou por inúmeras bandas como Kid Abelha, Lobão, João Penca, Leo Jayme e Miquinhos Amestrados, só para citar alguns.

As aventuras e dramas acabaram rendendo um belo livro — Cara a Cara (Editora Letramento) e ele não diminui o ritmo. Este ano ele já lançou um disco novo — “Desacelerando” — e está se preparando para mais uma turnê do Call The Police, que reúne o baterista do Paralamas do Sucesso João Barone e o guitarrista do The Police, Andy Summers, para interpretar clássicos da banda inglesa.

Enquanto ensaia (ainda sem a presença de Summers) e prepara a turnê, Rodrigo arrumou um tempinho para conversar com a Revista Ambrosia.

Como foi a reação ao último trabalho, “Desacelerando”?

— Fiquei muito surpreso e feliz com a receptividade do “Desacelerando”. Está com ótima aceitação nas rádios e o que era para ser apenas um EP com quatro músicas acabou se desenvolvendo em um álbum.

Desacelerando é um título com muitos significados, mas acho que um dos principais é dar um tempo, relaxar e curtir a música. Há bem mais baladas nesse álbum, mas ainda é um disco de rock.

Como faz para gerenciar todos os projetos dos quais participa?

— A gente acaba aprendendo a compartimentar a mente. Dependendo do projeto é só trocar o canal. Tem o projeto “Faz Parte do Meu Show” – no qual eu, o (Roberto) Menescal e a Leila (Pinheiro) tocamos Cazuza em ritmo de bossa nova – minha carreira solo e o Call The Police, para citar alguns.

Como estão os preparativos para o Call The Police?

— Está tudo indo muito bem. Temos uma série de shows no Brasil, Peru e Chile. O Andy (Summers) chega no fim do mês, alguns dias antes da nossa estreia. Vamos ter dois dias para ensaiar, mas isso não é problema depois de duas turnês seguidas. Além disso, nós costumamos improvisar bastante durante os shows e isso não dá para ensaiar.

De qualquer forma, eu ensaio sozinho e às vezes com o Barone. Já é algo que acontece naturalmente. Sempre mudamos uma coisa ou outra nos arranjos ou incluímos alguma canção diferente no setlist, mas isso é algo que só decidimos mesmo depois da chegada do Andy. Afinal, ele é o cara!

Há planos para lançar algo do projeto?

— Sim, temos, embora não exista nada fechado ainda. Gostaria de aproveitar a tecnologia e gravar todos os shows. Pensamos em fazer um DVD ou colocar algo no YouTube ou negociar uma transmissão na TV. Não sei como a coisa pode ser finalizada, mas todos queremos registrar esse trabalho. A gente se diverte muito com ele.

Conte como ele começou?

— Tudo começou depois que gravei o meu DVD (Ao Vivo em Ipanema), que foi quando conheci o Luiz Paulo Assunção, que hoje é o meu empresário. Ele tinha produzido um projeto do Andy com o Menescal e um dia fez um jantar na casa dele. Lá eu conheci o Andy e, como sempre fui super fã do The Police, estava super nervoso. Mas acabou que ele foi super simpático e a gente acabou se tornando amigo.

Depois disso, ele deu uma canja em um show meu e aí começamos a fazer shows juntos (metade repertório do Barão Vermelho e metade do The Police). Então, um dia estávamos conversando e alguém sugeriu fazer um show só com o repertório do The Police. Foi legal quando o Andy disse sim, porque ele não costuma tocar o The Police com ninguém que não seja o The Police

Rodrigo Santos e João Barone

O que vai fazer depois dessa turnê?

— Já tenho uma série de shows agendados. A vida não para! Também tem o projeto do Cazuza, que também gostaria de registrar em áudio e vídeo e continuar a promoção do Desacelerando.

Pensa em lançar mais discos?

— Sempre. O próximo solo só deve acontecer lá para 2022, mas tem esses projetos paralelos e também penso em fazer uma Festa do Rock 2. Quer dizer, há trabalho (graças a Deus) para muito tempo. Eu adoro a estrada e não conheço nada melhor na vida que isso.

Chamando o The Police

A turnê 2019 do Call the Police começa no dia 29 no Rio de Janeiro e vai passar por várias cidades brasileiras além de países como o Chile, Peru e Uruguai.

A turnê do Call the Police

29/08-RIO DE JANEIRO (Oi Casagrande)
30/08-CURITIBA (Teatro Positivo)
31/08- PORTO ALEGRE (Opinião)
01/09- SÃO PAULO (Autódromo)
02/09- URUGUAI (Montev.Trastienda)
04/09- PERU (Lima- Sta Ursula)
06/09- CHILE (Santiago-Caupolican)
07/09 – TUBARÃO SC (Hangar)

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