Rolling Stones comemoram cinquenta anos de carreira com um show impecável

Ambrosia Música Rolling Stones comemoram cinquenta anos de carreira com um show impecável

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Os Rolling Stones deram no último sábado uma verdadeira aula de rock para as novas gerações. O último show da mini turnê de comemoração do cinqüentenário da banda foi irrepreensível. Durante quase duas horas e meia, a banda inglesa desfiou seu novelo de hits, pérolas menos conhecidas e covers, além de contar com a participação especial de convidados da nova e da velha guarda da música pop.

Foram ao todo cinco apresentações, duas na terra natal, no O2 Arena em Londres, uma extra no Brooklyn, Nova York e duas em Nova Jersey. A arena Prudential Center em Newark, foi invadida às 21 horas hora local (meia noite hora de Brasília) por um bando de gorilas tocando a percussão de Simpathy For The Devil, quando, logo em seguida os quatro senhores adentraram o palco executando Get Off of My Cloud. A segunda música do set, Last Time, provavelmente pôde ser entendida como uma pulga atrás da orelha dos fãs colocada intencionalmente pela banda; no refrão, Mick Jagger canta “this could be the last time, this could be the last time, maybe the last time, I don’t know…”( Essa pode ter sido a última vez, essa pode ter sido a última vez, talvez a última vez, eu não sei…)

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As participações especiais começaram com Lady Gaga, usando um macacão inspirado em David Bowie na fase Ziggy Stardust, dividindo os vocais com Jagger em Gimme Shelter, e teve um desempenho capaz de calar a todos que duvidam de seu talento vocal. Depois de sua participação ela pôde ser vista se acabando na pista Premium durante todo o resto do show. Antes da música seguinte, Wild Horses, Jagger lembrou as crianças vítimas do absurdo massacre em Connecticut no dia anterior. Também participaram como convidados John Mayer e o guitarrista Gary Clark Jr no Cover de Don Nix Going Down, a dupla The Black Keys em Who Do You Love de Bo Didley.

Também houveram escolhidas pela audiência na turnê comemorativa. Na noite anterior tinha sido Around Around, no sábado foi Dead Flowers, do álbum Sticky Finger. Uma pausa nos clássicos para a execução das duas faixas compostas para integrarem a coletânea GRRR!, Doom and Gloom e One More Shot. E voltam os clássicos: Miss You, Honky Tonk Women e a tradicional apresentação da banda seguida do set de Keith Richards, a deixa para Jagger descansar um pouquinho e se recompor, afinal de contas ele já não é mais menino. Richards foi o Stone mais aplaudido, confirmando sua popularidade entre os jovens de hoje , o que muito se deve às lendas em torno de sua persona.

O momento que todos esperavam veio logo a seguir: Mick Taylor, guitarrista que substituiu Brian Jones e foi substituído por Ronnie Wood voltando a se apresentar com sua antiga banda em Midnight Rambler. Vale lembrar que os shows de Londres contaram com a presença de mais um ex-membro, o baixista Bill Wyllman. Porém, por ser um pouco avesso a viagens (foi o que o fez sair da banda em 1993), não participou da perna norteamericana da mini turnê Considerado pelos fãs o melhor guitarrista que a banda já teve, Taylor foi ovacionado intensamente. Como o show foi em Nova Jersey, não poderia faltar o herói local, o Boss Bruce Springsteen, que fez uma bela participação em Tumbling Dice. O set regular se encerrou com Brown Sugar e Simpathy For The Devil. O hino You Can’t Always Get What You Want abriu o bis, o clássico do disco Let it Bleed, de 1969 contou com o coral Trinity de Wall Street. Jumping Jack Flash e Satisfaction fecharam a noite que lavou a alma de fãs na arena e no mundo inteiro através da transmissão por TV (aqui no Brasil feita pelo canal Multishow) e internet.

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Como se pôde ver, as pedras rolantes não criaram limo, mesmo após inacreditáveis cinqüenta anos. A voz de Jagger ainda está tinindo, o vocalista só ficou com o fôlego comprometido no bis, até porque trata-se de um homem de sessenta e nove anos correndo cantando e mexendo os quadris por mais de duas horas sem parar. Jagger revelou em uma entrevista à BBC que esses shows seriam um termômetro, conforme ocorresse a química eles decidiriam o que fazer adiante. A julgar por esse último show, eles poderiam voltar sem titubear.

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