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Sarah Abdala canta uma identidade latino americana em seu novo disco, “Pueblo” 

A artista busca novos horizontes ao lado de Lucas Vasconcellos, Marcelo Callado, Tai Fonseca, Felipe Fernandes e Rogério Sobreira

A cantora, compositora e produtora Sarah Abdala expande seus horizontes em seu novo disco, “Pueblo”. O álbum dialoga com questões migratórias, identitárias e de busca de raízes e canta a unidade latino-americana como um mergulho denso em forma de uma MPB mântrica e experimental. “Pueblo” é um lançamento do selo Pomar e está disponível em todas as plataformas de streaming.

Se em seu debut “Futuro Imaginário” (2014), Sarah era existencialista e no disco “Oeste” (2017), refletia suas raízes goianas, agora ela olha ao redor e como essa jornada a afeta. A cantora se apropriou da história de sua família de origem libanesa para refletir a condição dos que buscam um novo lar na canção “Migrante”, mergulhou na busca por renovação coletiva em “Seio Azul”, visitou amores idealizados (“Ave Sem Ninho”), refletiu revoluções (“Um poema escrito sobre nós”) e  falou das feridas abertas do continente em “Oração Para as Américas”.

“Muitos brasileiros acham que o que é produzido no Brasil ou na América Latina não presta, isso vai da música à ciência. A gente tem esse ranço de ser o quintal do mundo, um ranço colonial… Claro que tivemos e temos movimentos que tentaram ‘explicar’ o nosso povo a partir do nosso povo (vários escritores, músicos, pesquisadores desenvolveram trabalhos nessa área), mas isso não se tornou um pensamento de massa. Esse sentimento de que daqui não sai nada bom faz com que a gente diga ok pra muitas coisas, com se nós merecêssemos isso. E claro, não merecemos. Por isso, acredito que de muitas formas o nosso povo precisa ser libertado desse movimento perigoso, reacionário, que tomou de assalto a política e o imaginário brasileiro. Libertado de muitos preconceitos, e um deles é o preconceito que temos com nós mesmos, como latinoamericanos”, reflete Abdala, que morou por anos no México.

O olhar e visão humanos, pensando nas diásporas latinas, formam as migrações poéticas e estéticas de “Pueblo”, um disco calcado no minimalismo da voz, guitarras, viola e violão cercado por camadas de sintetizadores, gerando uma ambiência forte que cerca o ouvinte como um abraço. O disco marca o fim de um ciclo pessoal para artista e marca o trabalho de produção musical de Sarah.

“Acho que ‘Pueblo’ me ajudou a entender que realmente eu amo produzir música, amo pensar em arranjos e ter ideias e gravar e gravar de novo. Me fez amadurecer o desejo de ser produtora musical, de aprender e me aperfeiçoar ainda mais. Acho que ele é muito mais um disco de uma produtora musical do que de uma cantautora”, explica.

Com mixagem e masterização de Rogério Sobreira, o disco tem participações de nomes como Lucas Vasconcellos, Marcelo Callado, Tai Fonseca e Felipe Fernandes. “Pueblo” está disponível nas principais plataformas de música.


Crédito: Tai Fonseca

Ficha técnica:
Gravado por Sarah Abdala no Estúdio Pomar
Gravações adicionais de synths, piano elétrico e modulares por Rogério Sobreira
Gravações adicionais de percussão no Estúdio Do Amor
Gravações adicionais de Piano, trompete e baixo no Estúdio Pavão Preto
Percussões em “Terra”, “Migrante” e “Um Poema Escrito Sobre Nós” – Marcelo Callado
Baixo em “Seio Azul”, “Ave Sem Ninho” e “Migrante” – Lucas Vasconcellos
Trompete em “Ave Sem Ninho” – Lucas Vasconcellos
Piano em “Seio Azul” e “Ave Sem Ninho” – Lucas Vasconcellos
Backing Vocal – Tai Fonseca
Guitarras, violão, viola, synths, percussão, voz por Sarah Abdala
Guitarras em “Ave Sem Ninho” e “Seio Azul” por Felipe Fernandes
Todas as composições de Sarah Abdala
“Migrante” – Sarah Abdala e Tai Fonseca
Capa por Rodrigo Alarcon

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Publicado por Build Up Media

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