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The Weeknd doa dinheiro ao apoio de comunidades negras e cobra ação das gravadoras

Segundo o artista, ninguém lucra tanto com os negros quanto a indústria da música

Em repúdio ao crime bárbaro cometido na cidade de Mineápolis por um policial branco que matou um homem negro por asfixia, a indústria fonográfica promoveu ontem (2 de junho) a Blackout Tuesday (terça-feira de apagão, em inglês). Em resposta, o rapper The Weeknd mostrou em sua conta no Instagram um recibo de doações a três diferentes instituições de apoio à comunidade negra.

O artista doou um valor que somado chega a US$ 500 mil para a Black Lives Matter Global NetworkColin Kaepernick Know Your Rights Camp Legal Defense Initiative e à National Bail Out. Essas instituições vêm se dedicando a ajudar cidadãos presos e agredidos pelas forças policiais durante os protestos que vem acontecendo desde a última semana nos EUA.

Ele também exigiu a mesma ação por parte das gravadoras e serviços de streaming. Segundo The Weeknd, ninguém lucra tanto com a arte dos negros quanto a indústria fonográfica.

Para meus queridos e respeitados parceiros e executivos da indústria – ninguém lucra tanto da música negra quanto as grandes gravadoras ou serviços de streaming. Eu doei ontem e peço que vocês doem alto e em público nesta semana. Significaria o mundo para mim e para toda a comunidade se vocês se juntassem a nós”, declarou na postagem.

O caso George Floyd

No último dia 25 de maio, George Floyd, um homem negro de 46 anos, foi abordado por policiais em Mineápolis, cidade do estado americano de Minnesota. Os oficiais suspeitavam ser ele o autor de uma fraude, em que teria pagado a conta de uma mercearia com uma nota falsa de 20 dólares.

O policial Derek Chauvin, agora desligado da corporação, imobilizou Floyd e, mesmo tendo o suposto criminoso sob custódia, pressionou seu pescoço até a morte, ignorando os apelos da vítima que não conseguia respirar.

O assassinato cruel foi registrado por câmeras de celular e gerou enorme indignação, desencadeando manifestações nas principais cidades dos Estados Unidos e capitais do mundo como Paris e Londres.

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