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Gregorio Duvivier apresenta o sucesso O Céu da Língua no Teatro Bradesco

Escrito por Luciana Paes (que também dirige o espetáculo) e Gregorio Duvivier, O Céu da Língua já levou 220 mil espectadores em 200 sessões, ao longo de 15 meses. A turnê já passou por 38 cidades, 15 estados e 2 países (Brasil e Portugal) e agora faz uma nova temporada em São Paulo, no Teatro Bradesco, de 15 a 19 de abril de 2026.

Além disso, o espetáculo reúne importantes reconhecimentos: recebeu indicação ao 36º Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação; ao 20º Prêmio APTR de Teatro, nas categorias Dramaturgia, Produção de Teatro e Iluminação; além de indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2025 em Melhor Peça de Teatro, Melhor Direção de Peça de Teatro e Desenho de Luz em Peça de Teatro. No Prêmio do Humor RJ 2026, foi vencedor nas categorias Texto,  e Espetáculo. E Gregorio Duvivier conquistou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria Melhor Ator em Peça de Teatro.

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Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido. 

“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.  

A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora:

“Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.   

“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define. 

“O Gregorio simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregorio intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”

Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregorio, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa.  Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados. 

As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregorio extrai humor.

Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. 

Nesta cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregório e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.

Ficha técnica
Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes

Interpretação: Gregorio Duvivier

Direção: Luciana Paes

Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune

Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Cenografia: Dina Salem Levy

Assistente de cenografia: Alice Cruz

Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente

Visagismo: Vanessa Andrea

Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David

Identidade visual divulgação: Laercio Lopo

Comunicação: Raquel Murano

Marketing digital: Renato Passos

Assessoria de imprensa RJ: Pedro Neves

Assessoria de imprensa SP: Pombo Correio

Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano

Diretor técnico: Lelê Siqueira

Diretor de palco: Reynaldo Thomaz

Técnico de som: Dugg Mont

Assistente de palco: Daniela Mattos

Gerente de Projetos: Andréia Porto

Assistente de produção: João Byington de Faria

Produção executiva: Lucas Lentini

Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha

Produção: Pad Rok

SERVIÇO 

Teatro Bradesco

15 a 19 de abril

15 de abril, quarta: 19h e 21h30

16 de abril, quinta: 19h e 21h30

17 de abril, sexta: 19h e 21h30

18 de abril, sábado: 19h e 21h30

19 de abril, domingo: 16h e 18h30

Setor Plateia Baixa: Inteira R$180,00, Meia R$90,00

Setor Plateia Alta: Inteira R$170,00, Meia R$85,00

Setor Camarote: Inteira R$160,00, Meia R$80,00

Setor Frisa Mezanino: Inteira R$140,00, Meia R$70,00

Setor Balcão Nobre: Inteira R$120,00, Meia R$60,00

Setor Frisa Central: Inteira R$100,00, Meia R$50,00

Setor Frisa Superior: Inteira R$80,00, Meia R$40,00

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