Jaspion na CCXP 2018: Conversamos com o desenhista do mangá | Entrevistas | Revista Ambrosia
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Jaspion na CCXP 2018: Conversamos com o desenhista do mangá

Publicação tem previsão de lançamento para 2018

Jaspion ganhará um mangá em breve e os fãs do herói japonês aguardam ansiosamente. Durante a CCXP 2018, estivemos na Artista Alley e conversamos com o quadrinista Michel Borges, que assina os desenhos da publicação da editora JBC. Responsável pelos Combo Rangers, equipe sentai criada para mangá brasileiro, Michel traz de volta o metal hero coqueluche no Brasil nos anos 80, que em 2018 completou 30 anos da estreia na extinta Rede Manchete. Confira a entrevista abaixo.
Ambrosia: Como surgiu a ideia de fazer um mangá do Jaspion? Nos anos 80 até tinha uma versão em quadrinhos que reproduzia alguns episódios do Jaspion. Nesse mangá vocês recriam episódios clássicos ou conceberam uma história nova?
Michel Borges: Nesse mangá na verdade partiu do pessoal da JBC mesmo, dos editores Marcelo Del Greco e Edi Carlos. Eles resolveram fazer por conta do aniversário e foram atrás da Sato Company para viabilizar o projeto, e a Sato curtiu e eles viabilizaram tudo. Aí depois que eles vieram até mim e o Fábio Yabu para produzir. Ele escrever e eu desenhar.
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A: E quando você era garoto, desenhava muito Jaspion, e personagens de Tokusatsu?
Michel: Sim, desenhava muito. Eu vi Changeman e Jaspion na Manchete no dia da estreia. Foi uma loucura desde aquele momento. Então desenhei muito Changeman, Jaspion, fiz muita historinha. Através desses anos sempre tive essa vontade mesmo, sei lá, às vezes passava na cabeça “como seria uma versão, agora que eu tenho mais prática”. E agora vai acontecer, olha só. Quem diria (risos)?
A: Um elemento primordial na série do Jaspion era a trilha sonora. Você não se sentiu tentado a reproduzir as músicas no mangá, mesmo sem o recurso do áudio?
Michel: O que eu e o Fábio Yabu fizemos no Combo Rangers vai acontecer nesse Jaspion também. No começo da edição a gente reproduz as cenas da abertura. É só você ver a sequência, sem o áudio, mas na sua cabeça já toca a música. Na hora que você estiver vendo as cenas de luta vai tocar a música da luta, a música do Daileon, quando ele vier voando. O mp3 na cabeça toca sozinho, não tem jeito (risos). E vai ter umas brincadeiras com letras das músicas aqui e ali, também das versões em português.
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A: E quando será o lançamento do mangá? Eu estou ansioso (risos)
Michel: Eu também estou ansioso para desenhar (risos). mas a gente está esperando o processo de aprovação do roteiro, mas eu imagino que ano que vem em algum momento. O certo é que vai sair, isso é fato. Eu gostaria que fosse no primeiro semestre, mas vai depender das aprovações mesmo.
A: Está animado com o filme?
Michel: Sim, muito curioso para saber como vai ser isso (risos). Essa produção, isso é uma coisa inédita, né? A gente nunca viu algo parecido assim aqui.
A: Agora, se você fosse responsável pelo design da produção. Atualizaria alguma coisa ou manteria tudo como era?
Michel: No caso do mangá, quando veio o convite, na hora eu falei “a gente não vai mexer em nada”. A ideia era manter o visual e só a forma de apresentar o personagem mesmo que vai estar mais arrojada, por causa do estilo, vai ser em quadrinho, né. Por exemplo, coisas que se sugeriam que aqueles elementos mecânicos eram, vai dar para desenhar mesmo, como seria a parte da roupa. Não vai ser como na TV que tinha cena de ação em que a armadura do Jaspion tinha calça de tecido. No mangá não. Em toda cena de luta ele vai estar com a armadura perfeita. Porque é um design muito bonito.
Eu já tinha sei lá, há uns 15 anos se você olhar meus rascunhos, assim de brincadeira, tem uns Jaspions redesenhados, modernizados. Só que até recentemente, no ano passado, eu fiz o mês especial do Jaspion na minha página, aí todo dia de julho eu fazia um desenho do Jaspion. Eu chamei de “Julhuspion” (risos). Aí nisso olhando o design, estudando a armadura eu pensei “meu, isso aqui é lindo, não tem nada para mudar aqui”. Você pode perfeitamente descaracterizar, e deixar de ser Jaspion. Já tem um conceito. Então pensei “não, não vou mexer”. Eu gostaria de não mexer em um filme. Só realmente melhorar os efeitos, o que não era possível fazer antigamente e o que é possível para um longa metragem. Mas aí depende dos produtores, né (risos)? Se eles decidirem pelo redesign, é redesign.
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A: Além do Jaspion você tem outro projeto de mangá? o segmento está crescendo bastante no Brasil.
Michel: Eu sou autor, e assim, a gente sempre tem ideias, alguma história que quer contar. Recentemente encerrou a trilogia dos Combo Rangers que eu estava desenhando.
A: Que é um Sentai que vocês criaram para mangá brasileiro, né?
Michel: Isso. E já engatou no Jaspion. Vamos ver qual vai ser o resultado para ver se vai haver mais. Mas a ideia é expandir o universo, com outros personagens da Toei Company.
A: Rolaria um crossover de Jaspion com os Combo Rangers…
Michel: Não sei (risos). Isso é uma coisa mais fácil de acontecer.

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