Clássico de Edward Albee, Três Mulheres Altas retorna ao Rio de Janeiro

Suely Franco, Deborah Evelyn e Fernanda Nobre estrelam a montage

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Escrita por Edward Albee (1928-2016) no início da década de 90, ‘Três Mulheres Altas’ logo se tornou um clássico da dramaturgia contemporânea. Perversamente engraçada – como é a marca do autor –, a peça recebeu o Prêmio Pulitzer e ganhou bem-sucedidas montagens pelo mundo, ao trazer o embate de três mulheres em diferentes fases da vida: juventude, maturidade e velhice.

Após passar por sete cidades e ter quase 40 mil espectadores na plateia, a peça retorna ao Rio de Janeiro a partir de 4 de julho, no Teatro Copacabana Palace, onde estreou em 2022 e teve a temporada completa com lotação esgotada, assim como aconteceu na passagem por São Paulo. De lá para cá, Deborah Evelyn ganhou o Prêmio APTR de Melhor Atriz e o espetáculo somou indicações a prêmios como o Cesgranrio, Bibi Ferreira e Cenym.

Dirigida por Fernando Philbert, a nova versão da peça estreia traz no elenco Suely Franco, Deborah Evelyn e Fernanda Nobre, tem tradução de Gustavo Pinheiro e produção da WB Produções, de Bruna Dornellas e Wesley Telles.

Em cena, as atrizes interpretam três mulheres, batizadas pelo autor apenas pelas letras A, B e C. A mais velha (Suely Franco), que já passou dos 90, está doente e embaralha memórias e acontecimentos, enquanto repassa a sua vida para a personagem B (Deborah Evelyn), apresentada como uma espécie de cuidadora ou dama de companhia. A mais jovem, C (Fernanda Nobre), é uma advogada responsável por administrar os bens e recursos da idosa, que não consegue mais lidar com as questões financeiras e burocráticas.

Entre os muitos embates travados pelas três, a grande protagonista do espetáculo é a passagem do tempo e também a forma com que lidamos com o envelhecimento. ‘O texto do Albee nos faz refletir sobre ‘qual é a melhor fase da vida?’, além de questões sobre o olhar da juventude para a velhice, sobre a pessoa de 50 anos que também já acha que sabe tudo e, fundamentalmente, sobre o que nós fazemos com o tempo que nos resta. Apesar dos temas profundos, a peça é uma comédia em que rimos de nós mesmos’, analisa o diretor Fernando Philbert.

A última e até então única encenação do texto no Brasil foi logo após a estreia em Nova York, em 1994. Philbert e as atrizes da atual montagem acreditam que a nova versão traz uma visão atualizada com todas as mudanças comportamentais e políticas que aconteceram no mundo de lá para cá, especialmente nas questões femininas, presentes durante os dois atos da peça. Sexo, casamento, desejo, pressões e machismo são temas que aparecem nos diálogos e comprovam a extrema atualidade do texto de Albee.

A estreia marca ainda os 17 anos de atuação dos produtores Bruna Dornellas e Wesley Telles, que celebram mais de quinze produções próprias e mais de 500 espetáculos em que assumiram a coprodução em Vitória (ES). Neste período, foram mais de 2000 sessões e a incrível média de mais de um milhão de espectadores.

A trajetória de um clássico instantâneo

Escrita em 1991 e lançada em 1994, ‘Três Mulheres Altas’ representou uma virada na trajetória de Edward Albee, que recebeu as suas melhores críticas e viu renascer o interesse por sua obra. Aos 60 anos, ele ganhou o terceiro Prêmio Pulitzer, além de dois Tony Awards e uma série de outros troféus em premiações mundo afora.

A peça tem características autobiográficas e foi escrita pouquíssimo tempo depois da morte da mãe adotiva do autor, que teria inspirado a personagem mais velha. Após abandoná-la aos 18 anos, Albee voltou a ter contato com a mãe em seus últimos dias, quando já estava doente de Alzheimer. No entanto, alguns especialistas em sua obra defendem que a peça não pode ser reduzida a este fato.

‘Três Mulheres Altas’ vai além de ser um retrato de sua mãe. O texto traz o olhar mordaz e perverso – por que não dizer cômico – de Albee para a classe média alta americana e toda a sua hipocrisia, ao falar sobre status, sucesso, sexo e abordar a visão preconceituosa da sociedade e as relações que as três mulheres travam com o mundo, sempre atravessadas pelo filtro machista.

‘Três Mulheres Altas’ estreou na Broadway em 1994, no Vineyard Theatre, e no mesmo ano chegou ao West End, em Londres, no Wyndham’s Theatre, além de iniciar uma turnê pelos Estados Unidos com a montagem americana e render versões na Espanha (‘Tres mujeres altas’) e Portugal. Em 2018, o texto foi remontado na Broadway, com direção de Joe Mantello (‘Wicked’, ‘Take me out’, ‘Assassins’) e estrelado por Glenda Jackson, Laurie Metcalf e Alison Pill.

SERVIÇO:

TRÊS MULHERES ALTAS, de Edward Albee
Temporada no Rio de Janeiro/RJ
Teatro Copacabana Palace- Av. Nossa Sra. de Copacabana, 261
04 de julho a 29 de setembro*
Quintas, sextas e sábados, às 19h30. Domingos, às 17h.

INGRESSOS
Plateia, frisas e camarote: R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia-entrada).
Balcão: R$ 39,60 (inteira) e R$ 19,80 (meia-entrada) (visão parcial)

VENDAS
On-line pelo site ou app da Sympla
Na bilheteria do teatro durante a temporada, todos os dias de espetáculo 2h antes.

Gênero: Comédia Dramática
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 100 minutos

Ficha Técnica

TRÊS MULHERES ALTAS

Texto: Edward Albee

Direção: Fernando Philbert

Com Suely Franco, Deborah Evelyn e Fernanda Nobre

Tradução: Gustavo Pinheiro

Direção de produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles

Produtora Executiva: Clarice Coelho

Participação especial: João Sena

Desenho De Luz: Vilmar Olos

Cenografia: Natália Lana

Trilha Sonora: Maíra Freitas

Figurino e Visagismo: Tiago Ribeiro

Assistência de Direção: João Sena

Fotos: Pino Gomes

Criação da Arte: Nós Comunicação

Vídeos: Stone Art Films

Assistente de interpretação: Gutenberg Rocha

Cenógrafa assistente: Marieta Spada

Assistente de cenografia: Malu Guimarães

Cenotécnico: André Salles e equipe

Costura de cenário: Nice Tramontin

Produção de arte: Natália Lana

Efeitos especiais: Mona Magalhães / Carlos Alberto Nunes

Costura: Ateliê das Meninas

Beleza: Cinthia Rocha

Peruqueira: Emi Sato

Assistentes de beleza: Deborah Zisman e Blackjess

Técnico de Som: Bernardo Aragão

Técnico de Luz: Bernardo Amorim

Diretora de palco: Lucia Martinusso

Camareira: Silvia Siqueira

Designer Gráfico: Jhon Lucas Paes

Mídias sociais e Marketing Digital: Ismara Cardoso

Gestão de Tráfego: Válvula Marketing

Intérprete de Libras: ENCANTARTE / Kátia Alves Libras

Assistente de Produção: Lays Mattos

Produção: Arte Estudio Entretenimento

Coordenação Administrativa: Vianapole Design e Comunicação

Gestão de Projetos: Deivid Andrade

Assessoria Jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia

Assessoria Contábil ES: Gavacon Contabilidade
Assessoria Contábil SP: Real Time Contabilidade

Apresentado por: Ministério da Cultura e Bradesco Seguros

Produção: Arte Estúdio Entretenimento

Realização: WB Entretenimento

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