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“Almost Human” impressiona pelas ideias inovadoras e um humor mais arrojado

Sou a favor de toda e qualquer tecnologia, é algo que sou muito curiosa a respeito e até um tanto apaixonada; e provável o fator que chamou minha atenção para o seriado “Almost Human”.

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Em 2048 o Detetive John Kennex (Karl Urban) está voltando a ativa depois de um tempo afastado do trabalho por conta de um acidente onde acabou se machucando seriamente e perdendo seu parceiro. Só que as regras mudaram um pouco e todo policial não terá mais um parceiro humano e sim um androide projetado especificamente para atender as necessidades da força. Kennex é totalmente contra isso e seu primeiro parceiro se “acidenta”, mas ele não consegue fugir e a Capitã Maldonado (Lilly Taylor) lhe instrui a ir até Rudy (Mackenzie Crook) técnico responsável por todos os gadgets utilizados pela força policial e também pelos androides.

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Rudy lhe mostra seu novo parceiro, Dorian (Michael Ealy), um DRN, modelo antigo de androide que era mais próximo dos humanos por possuir uma “alma sintética” e responder da mesma forma que nós a certas emoções e situações, ironicamente o mesmo motivo por terem sido retirados de circulação e sido considerados “loucos”. Mesmo contrariado, John aceita Dorian como parceiro, mas deixa claro que não está nada feliz com aquilo e demonstra por sua maneira rude que fala de Dorian e dos demais androides, deixando-o bastante chateado. Ao longo do dia, quando precisam enfrentar uma situação arriscada, o Detetive Kennex aprende que Dorian pode sim ser um bom parceiro e que precisa rever seus conceitos se quiser trabalhar e viver bem para descobrir mais sobre seu acidente.

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Criado por J.H. Wyman e com Produção Executiva de J.J. Abrams (que obviamente entende do assunto) “Almost Human” cumpre bem o que promete, mas sem ir muito além. A produção do seriado é espetacular e em algum momento, nos cinco episódios lançados, desejamos possuir ou usufruir de uma determinada tecnologia que nos é apresentada. Sem esses recursos seria muito difícil conseguir narrar essa trama que é bastante visual.
Com um elenco pequeno, o centro de toda ação é focado nos personagens de Urban e Ealy, que formaram uma bela dupla e possuem cumplicidade na tela, o que ajuda a cativar o público. Karl Urban atua de uma forma que seu detetive lembre um pouco o estilo de John McLane (Duro de Matar? Bruce Willis? Você conhecem…) com aquele jeito de caubói da lei, bastante teimoso e cheio de piadinhas infames. Michael Ealy é seu contraponto, fazendo-se doce, atencioso e mais sensível que seu parceiro (ironia de novo!). Juntos os dois são ótimos e tem o que os americanos chamam de “bromance”, uma espécie de amor fraternal, bem intimista, que surge na amizade de dois homens que não tem ligação sanguínea, tipo os personagens Wilson e House do seriado “Dr. House” ou até mesmo o Chandler e Joey de “Friends”. Por ainda estar bem no início, os demais atores ainda não tiveram a chance de conseguir marcar presença, com exceção de Mackenzie Crook que tem mostrado um bom trabalho com seu técnico com agorafobia e mais jeito em lidar com máquinas do que humanos.

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O único porém e que o plot que foi apresentado no episódio piloto foi descartado nos demais episódios (ou assim me pareceu) sem sequer existir uma única menção, o que me faz perguntar para onde o seriado está caminhando? E qual será a base principal nesta temporada?

Atualmente o seriado passa no canal a cabo Warner toda Quinta-Feira às 22h30 e estreou quase que ao mesmo tempo nos Estados Unidos. Se você curte ficção científica, tecnologia e ação, então não pode perder “Almost Human”.

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