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Crítica: "The Strain" renova o tema 'Vampiros' na Televisão

Quando uma ideia não lhe sai da cabeça é preciso colocá-la em prática de qualquer maneira. Foi o que fez o cineasta Guillermo del Toro.
Lá em 2006, Guillermo escreveu um episódio piloto de uma possível série de Suspense. Infelizmente, as negociações com a FOX não saíram como o planejado e os executivos chegaram a dizer que só aceitariam a ideia se ele a transformasse em Comédia. Os tempos eram outros.
Óbvio que del Toro não concordou e preferiu aceitar a sugestão de seu agente: transformar a história em uma série de livros. Para tal, ele convidou o escritor Chuck Hogan, mais acostumado a transposições literárias. Juntos, eles transformaram um roteiro de apenas 12 páginas em uma incrível trilogia.
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A parceria deu tão certo que logo após o lançamento do primeiro livro, e devido ao enorme sucesso, choveram convites de emissoras e estúdios querendo comprar os direitos autorais, incluindo a própria FOX, que havia rejeitado a ideia inicialmente. Porém, a dupla não queria que a adaptação televisiva atrapalhasse o caminhar dos livros, e preferiram encerrá-la primeiro antes de pensar em qualquer acordo. Com isso, em 2011, depois de lerem todas as propostas, Hogan e del Toro optaram pelo canal FX, os únicos que prometeram se manter fiéis à trama original. Estreava então, em 19 de Novembro de 2013, “The Strain”.
Em uma noite aparentemente calma, um avião se mantém desligado em plena pista de pouso. Não há qualquer comunicação com a Torre. O veículo parece morto, pois está frio e com todas as luzes apagadas. Temendo um ataque terrorista, as autoridades fecham o aeroporto e chamam a equipe Canário do CDC – Centro de Controle de Doenças – para investigar. A equipe consiste em Jim Kent (Sean Austin), a Dra. Nora Martinez (Mía Maestro) e o chefe, o Dr. Ephraim Goodweather (Eric Stoll) que está enfrentando sérios problemas pessoais.
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Ao chegarem ao local, Eph e Nora colocam a roupa de proteção HAZMAT e adentram a aeronave. Todos os passageiros estão imóveis, sem qualquer sinal de um trauma maior, e mortos. Averiguando mais de perto, eles não fazem a menor ideia do que aconteceu. De repente, quatro passageiros acordam desse estranho coma assustando bastante os médicos.
Colocados às pressas em quarentena, Eph quer seguir os protocolos, mas seu chefe está mais preocupado com a reação da imprensa. No entanto, não há qualquer explicação plausível para esse estranho fenômeno e Eph está perdendo tempo. Porém, tudo parece piorar quando um estranho caixão de madeira entalhado surge no galpão do aeroporto e, mais tarde, os corpos dos passageiros, somem do necrotério.
Restará a Eph e sua equipe desvendar esse mistério, que se mostrará mais sombrio do que eles sequer imaginam.
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“The Strain” tem como vantagem inicial a forma de narrativa que sabe dosar bem cada segundo de cada episódio, sem perder os momentos tensos ou reveladores. Apesar de sabermos o que está por vir, não fazemos a menor ideia de como os personagens vão reagir.
O enredo é dividido em um multiplot que explora diferentes pontos da cidade e personagens que estão direta ou indiretamente ligados aos acontecimentos. Com um elenco pequeno, mas selecionado a dedo, temos ótimas atuações.
E é preciso tirar o chapéu para a perfeita combinação entre efeitos especiais e maquiagem utilizada nos vampiros. São extremamente bem feitas e um tanto horripilantes, deixando para trás a fase dos vampiros que brilham no sol e parecem deuses gregos. Não. Aqui eles são predadores em sua natureza mais primitiva e estão constantemente prontos para caçar.
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Mais uma vez, Guillermo del Toro acertou em cheio com “The Strain”, pois é impossível não ficar angustiado a cada episódio e querer saber como será o próximo. A 1º temporada terá 13 episódios e foi renovada para uma próxima. Ainda bem.

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Publicação Melissa Andrade