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“Legion”: uma diferente série de heróis

A Fox estreou uma nova série de super-heróis. Baseada no Universo X-Men, “Legion”, uma parceria do estúdio com a Marvel, começou a ser exibida no Brasil na última quinta-feira pelo canal FX. Trata-se da adaptação de uma HQ criada por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz. Nos quadrinhos, Legião é o jovem filho do Professor Charles Xavier com a Embaixadora Israelense Gabrielle Haller, David Haller, que sofre de esquizofrenia e tem múltiplas personalidades. Cada uma delas possui um poder mutante: Jemail, um poderoso telepata; Jack, telecinético e Cyndi, uma pirocinética. Na série descobrimos que existem mutantes nesse universo, mas até agora sem referências a qualquer personagem conhecido.

No primeiro episódio, David (Dan Stevens) se encontra em um hospital psiquiátrico sofrendo com visões e vozes e, durante o tratamento, se apaixona por uma outra paciente, Syd Barrett (uma provável homenagem ao fundador do Pink Floyd, que sofria de problemas psicológicos), vivida por Rachel Keller, da série “Fargo”. Ao mesmo tempo, ele esta sendo submetido a um interrogatório sobre um  incidente no hospital no qual estava internado.

"Legion": uma diferente série de heróis | Críticas | Revista Ambrosia

O episódio apresenta um clima totalmente diferente das outras séries de super-heróis que já foram feitas até agora. A ação só ocorre quase no fim e ficamos durante boa parte do tempo apenas entendendo como funciona a cabeça de David. A sequência inicial lembra a dos créditos inicias de “Watchmen”, com uma câmera lenta, uma música lenta ao fundo e um pequeno flashback do personagem crescendo. Na primeira meia hora desenvolve-se a luta de David contra sua loucura e conhecemos Lenny (Albrey Plaza), uma interna muito próxima a ele. Sabendo da história do personagem, creio que seja uma das suas personalidades.

A apresentação da série pode afastar uma boa parcela do público por se distinguir bastante da estrutura narrativa de outras adaptações de HQs para a TV, mas quem não tiver problemas com isso, pode acompanhar uma trama com um estilo muito próprio e que parece bastante promissora. Talvez essa loucura de David Haller pode ser uma maneira de resolver a louca cronologia do Universo X deixada pela Fox nos cinemas.

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