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Primeiras Impressões: “The Walking Dead” 7ª Temporada

O Ministério da Nerdice Adverte: Esse texto está repleto de Spoiler

Com um final de temporada com cliffhanger enorme – no qual mostrava a cena em que Negan (Jeffrey Dean Morgan) escolheria quem mataria com a sua Lucile – o primeiro episódio da sétima temporada de “The Walking Dead” já começa na tensão e nos demora a apresentar quem teria sido a vítima. Ele nos mostra como esse novo vilão da série lida com seus problemas: intimidação, terror, ameaças e sem tirar o riso do seu rosto.

Se a apresentação desse personagem se mantiver durante a temporada, pode ser um dos grandes vilões de todas as séries nesses últimos anos. Isso deve ser dito, pois, quando fomos apresentados à figura do Governador em temporadas passadas, parecia que também surgiria essa pessoa. Porém, ao longo da temporada, os roteiristas tentaram humanizar o personagem e a força dele foi se perdendo durante o desenrolar dos capítulos.

O primeiro episódio nos mostra o drama de todos os personagens ao verem não apenas um, mas dois de seus principais protagonistas da série terem seus crânios esmagados pela violência do bastão de Negan. O olhar de cada personagem durante cada momento de tensão passa um drama muito real, no qual conseguimos sentir como as mortes de seus companheiros os abalam profundamente. O silencio sepulcral quando eles são deixados e como os personagens demoram a conseguir reagir a tudo o que acabaram de presenciar é algo notável e provavelmente um dos momentos mais contundentes de toda a série.

Jeffrey Dean Morgan as Negan, Andrew Lincoln as Rick Grimes - The Walking Dead _ Season 7, Episode 1 - Photo Credit: Gene Page/AMC

Em contraponto a isso, a atuação e a força de Jeffrey Dean Morgan é digna de ser admirada. O exemplo que o ator dá de como se fazer um personagem tão poderoso e de maneira muito forte nos chama a atenção. Se existe alguma possibilidade da série ter alguma indicação em prêmios, esse episódio deve ser lembrado e usado, nao apenas para Dean Morgan como para o Rick Grimes de Andrew Lincoln, que nos mostrava todo o seu terror pelo seu olhar.

O grande problema de TWD, é que seus episódios de incío e fim de temporadas (incluindo os mid-seasons) sempre são muito bons, fortes e bem sanguinolentos. Só que os episódios durante a série se mostram normalmente o mais do mesmo: o grupo tendo alguma situação de descontrole, encontrando algum lugar para ficar, começa a se acostumar com o lugar e no final o novo vilão destrói a nova casa deles. E no meio do caminho morrem alguns personagens secundários que acabamos nem ligando.

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É importante que esse nova temporada quebre esse ritmo, que torna a série um pouco sem equilíbrio, por vezes maçante, até que venha o episódio final e voltemos a ter o interesse na série. Se “The Walking Dead” fosse vista no sistema de maratona, provavelmente muitas pessoas iriam parar em meio das temporadas ou veriam bem devagar, devido a esse ritmo irregular. Se a entrada desse novo vilão conseguir tornar a dinâmica mais envolvente e dramática, pode trazer de volta aqueles espectadores que desistiram de acompanhar há algum tempo.

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